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Investimentos permitem o surgimento de mais unidades sanitárias na província

Marcelo Manuel | Ndalatando

A municipalização dos serviços de saúde trouxe elementos necessários para melhorar o acesso da população aos serviços de saúde na província do Kwanza-Norte, com a construção e reabilitação de mais unidades sanitárias, formação de quadros, aquisição de ambulâncias, viaturas de apoio aos programas das comunidades e consultas médicas comunitárias.

Quase todas as unidades sanitárias têm ambulâncias para facilitar a evacuação de doentes
Fotografia: Marcelino Manuel|Ndalatando

A municipalização dos serviços de saúde trouxe elementos necessários para melhorar o acesso da população aos serviços de saúde na província do Kwanza-Norte, com a construção e reabilitação de mais unidades sanitárias, formação de quadros, aquisição de ambulâncias, viaturas de apoio aos programas das comunidades e consultas médicas comunitárias.
Essa revelação é do director provincial da Saúde, Duarte Varela, que adiantou que o programa, instituído em 2011 pelo Executivo, para a melhoria da situação médica e medicamentosa da população, foi reforçado com a aquisição de mini-arcas, para a consolidação da cadeia de frio de vacinação, kits de parto e de pequenas cirurgias, bem como um maior apoio ao combate às grandes endemias.
Num balanço que fez sobre as acções do seu sector, Duarte Varela indicou que o ano passado 17 novas infra-estruturas sanitárias foram construídas e outras 28 foram reabilitadas, levando a assistência médica e medicamentosa a 128.219 habitantes, em toda a província do Kwanza-Norte.
O responsável provincial da Saúde sublinhou que pelo menos 20.725 doentes foram internados em diferentes unidades sanitárias. Nos bancos de urgência foram consultados 92.900 pacientes.
O serviço de saúde materno-infantil beneficiou de 16 salas de parto, oito para planeamento familiar, 18 para seguimento pré-natal. Em 2011 houve o registo de 4.986 partos, mais 1.055 partos do que no ano precedente. Duarte Varela disse que a redução da mortalidade deve-se ao incremento de mais acções de formação de técnicos de saúde, tanto a nível das instituições do Estado, como de parteiras tradicionais, que actuam nas comunidades da província.
As complicações mais notáveis em relação aos serviços materno-infantis foram as hemorragias, ruptura uterina, abortos, entre outras, que causaram a morte de 13 pacientes, no Kwanza-Norte.
O director Duarte Varela revelou que a taxa de mortalidade materna decaiu de 302 casos, em 2010, para 284, o ano passado.
Referiu que houve poucos resultados relativamente à vacinação de mulheres em idade fértil, sobretudo a sua imunização contra a BCG, sarampo e febre-amarela, por alegada ruptura de meios.

Grandes endemias

A malária foi outra grande preocupação, tendo sido feitos 153 mil testes, dos quais 72.488 resultaram positivos, menos 11.802 que em 2010. No ano passado houve o registo de 250 óbitos.“As várias acções conjuntas de desinfecção de cacimbas, tratamento da água para o consumo, sensibilização da população, saneamento do meio e, essencialmente, o aumento do abastecimento de água potável à população, no âmbito do projecto ‘Água para Todos’, resultaram numa melhoria substancial da qualidade de vida das pessoas”, sublinhou Duarte Varela, indicando que isso permitiu baixar a incidência das diarreias agudas, de 42.408, em 2010, para 7.232, o ano passado.
O director da Saúde disse que no ano passado houve o registo de 670 casos de tuberculose, 23 de VIH/Sida e 22.722 de tripanossomíase.  As autoridades montaram 2.653 armadilhas, que permitiram a captura de 70.849 moscas tsé-tsé.

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