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Jovens empreendedores com meios de trabalho

Kátia Ramos | Ndalatando

Os primeiros beneficiários do Balcão Único do Empreendedor (BUE), do município do Golungo-Alto, 54 quilómetros a Noroeste de Ndalatando, no Kwanza-Norte, começaram a receber os kits de empreendedorismo, para iniciarem a sua actividade profissional.

Foram entregues vários kits profissionais
Fotografia: Jornal de Angola

Os primeiros beneficiários do Balcão Único do Empreendedor (BUE), do município do Golungo-Alto, 54 quilómetros a Noroeste de Ndalatando, no Kwanza-Norte, começaram a receber os kits de empreendedorismo, para iniciarem a sua actividade profissional.
Foram entregues geradores, chapas de zinco, máquinas de corte e costura, motorizadas de três rodas, geleiras, entre outros meios. Às famílias camponeses mais necessitados foram também disponibilizados 22 hectares de terra, já preparados, para a produção de mandioca, milho, feijão, amendoim, tomate e batata-doce e rena.
Ana Samba Pascoal, que ganhou um kit completo de cozinha, chapas de zinco, arca, geleira e um gerador, agradeceu a iniciativa e disse que vai melhorar o seu negócio.
A camponesa Isabel Francisco recebeu uma motorizada de três rodas e disse que a mesma vai facilitar o escoamento rápido dos produtos do campo para os locais de comercialização. Além da motorizada, recebeu uma motosserra e uma electro-bomba, para a irrigação dos campos.
Após legalizar a sua agência na vila do Golungo-Alto, Álvaro Campos candidatou-se à montagem das redes Zap e Multichoise, tendo recebido os respectivos kits. Convidado por um amigo, em 2008, o jovem saiu de Luanda para reparar a parabólica da agência do Banco de Poupança e Crédito e viu abrir-se a possibilidade de ali mesmo montar o seu negócio.
Sendo o único técnico de parabólicas naquela região, a sua carteira de clientes não pára de crescer e, com o impulso que recebeu do BUE, vai melhorar o negócio, empregando outros jovens interessados em trabalhar na sua oficina.
O administrador municipal do Golungo Alto, Cirilo Mateus, incentivou os empresários a investirem na localidade, para dinamizarem o seu desenvolvimento.
Recordou que o programa municipal integrado de desenvolvimento rural e de combate à pobreza são dois exemplos que, de forma paulatina, ajudam a apagar o que resta dos vestígios da guerra na localidade.

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