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Kikiemba com vários problemas económicos e sociais por resolver

Marcelo Manuel| Kikiemba

A comuna de Kikiemba, município de Bolongongo, 250 quilómetros a norte de Ndalatando, capital do Kwanza-Norte, debate-se com vários problemas sociais e económicos, como falta de escolas condignas, postos de saúde, estabelecimentos comerciais e água potável, apurou ontem o Jornal de Angola no local.

Vista de uma das escolas da comuna de Kikiemba em condições precária sem carteira, cobertura, portas e janelas
Fotografia: Kindala Manuel

A comuna de Kikiemba, município de Bolongongo, 250 quilómetros a norte de Ndalatando, capital do Kwanza-Norte, debate-se com vários problemas sociais e económicos, como falta de escolas condignas, postos de saúde, estabelecimentos comerciais e água potável, apurou ontem o Jornal de Angola no local.
O único sinal de reconstrução visível, a nível da vila comunal, é a requalificação de uma escola com três salas, cujas obras tiveram início em Janeiro do ano passado.
De acordo com o empreiteiro da obra, Josué Amorim, a mesma pode ser entregue em Junho próximo e não em Maio, como inicialmente estava previsto.
O administrador de Kikiemba, Hélder Kamuendiri Bengui, adiantou que as obras do palácio municipal foram adjudicadas a uma empreiteira angolana, mas que desconhece o tempo para o arranque das mesmas pelo facto de ser um projecto de intervenção municipal.
Disse que a nível da educação, estão matriculados 704 alunos, dos quais 572 no ensino geral e 132 no programa de alfabetização.
A grande preocupação de momento, acrescentou, prende-se com o número elevado de alunos fora do sistema de ensino, por falta de professores para a sétima e oitava classe. O município dispõe de quatro escolas, na maioria em mau estado de conservação, sendo as aulas asseguradas por 13 professores e necessitando de mais dez. Referindo-se ao sector da Saúde, o administrador de Kikiemba considerou preocupante o facto das unidades sanitárias existentes funcionarem em estruturas impróprias e sem quaisquer condições para a protecção dos fármacos.

      População

A população da comuna de Kikiemba percorre 32 quilómetros a pé em busca de bens essenciais. Produtos como óleo, sabão, sal, açúcar e roupas são adquiridos na comuna de Vista Alegre, município do Kitexi, na vizinha província do Uíge. O regedor da comuna de Kikiemba, Mateus Panzo, disse que o governo local deve redobrar a atenção à população daquela comunidade, aplicando programas de desenvolvimento que visem a diminuição do sofrimento da população, principalmente as crianças.
O alívio do sofrimento, referiu, passa pela recuperação dos 60 quilómetros da picada que liga a comuna à sede municipal do Bolongongo.
“A vida fica mais facilitada durante a época do Cacimbo, altura do ano em que as picadas de acesso estão secas, permitindo que os transportes circulem sem problemas de maior”, disse.

Projecto em curso
 
Para acudir ao sofrimento da população do Kikiemba, o governo da província do Kwanza-Norte está a criar uma via de acesso para facilitar as trocas comerciais entre as comunas de Kikiemba e Vista Alegre.
Olga Nzumba, antiga residente da comuna de Kikiemba, afirmou que não vê a hora de as obras da picada ficarem concluídas.

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