Províncias

Kwanza-Norte mantém marcha

Isidoro Natalício | Ndalatando

Limpeza de bermas e desmatação marcam as obras de reabilitação dos 38 quilómetros da estrada que liga a vila de Camabatela à sede da comuna do Tango, no município de Ambaca, iniciadas em Janeiro último.

Reabilitação da via vai trazer desenvolvimento e relançar a produção agro-pecuária da zona sul do planalto de Camabatela
Fotografia: Isidoro Natalício | Ndalatando

Limpeza de bermas e desmatação marcam as obras de reabilitação dos 38 quilómetros da estrada que liga a vila de Camabatela à sede da comuna do Tango, no município de Ambaca, iniciadas em Janeiro último.
A única máquina em serviço limpou já mais de 16 quilómetros de extensão, numa área ocupada por árvores frondosas e com vários troços lamacentos, fruto do abandono a que estiveram entregues nos últimos 22 anos.
O operador de máquinas Adolfo Missoqui afirmou que a maior dificuldade que enfrenta são os buracos. Apesar do mau estado do terreno, consegue despachar, em média, mil metros por dia.
Quando, no final do corrente mês, terminar o alargamento da pista, arrancam de imediato os trabalhos de recarga dos solos, compactação, abertura de valas e cortes, como garantiu Henriques Simões, sócio-gerente da Tecnagri, a executora da empreitada.
Cerca de 40 por cento do traçado, com seis metros de largura, vai receber reforço de solos. Em alguns casos, a complementaridade é de metro e meio.
Estão previstas também a reabilitação de uma ponte, a construção de outra e 11 aquedutos.
O termo dos trabalhos está previsto para Junho deste ano, um mês antes do prazo estabelecido no contrato. “Os meios humanos e materiais são compatíveis e os pagamentos estão em dia, o que leva a crer que vamos cumprir esta meta”, justificou.
Henriques Simões disse que a empreitada está orçada em 94 milhões de kwanzas. A reabilitação da via vai trazer como principais benefícios o relançamento da produção agro-pecuária da zona sul do planalto de Camabatela, região rica em pastos, com cursos de água e solos aráveis.
Por partir do centro da vila, a estrada vai também facilitar a circulação no interior do bairro Henda e o acesso ao novo hospital.

Acesso ao Kilombo kia Putu

Outra realização visível é a reabilitação dos 18 quilómetros do troço que liga a localidade de Kilombo kia Putu ao Golungo Alto, a cargo da empresa Mia Couto (MCA).
Desde o começo da obra, em Setembro do ano transacto, alargou-se para seis metros a faixa de rodagem. Em função do ritmo dos trabalhos, acredita-se que a colocação de asfalto pode começar ainda este mês.
Miranda António, encarregado-geral, acrescentou que vão ser construída 41 passagens hidráulicas. “Esta obra é muito complexa, a terraplanagem é quase toda em montanhas e os taludes são muito altos”, disse.
A comuna de São Pedro da Quilemba pode ter asfalto, no presente ano. Esta via está ligada à estrada nacional, que sai da barragem hidroeléctrica de Capanda até ao Auto-fina, no município de Cambambe.
A Odebrech retomou os trabalhos na referida via a partir de Nhanga-ya-pepe, onde existe uma grande concentração de gado bovino, e distante da Quilemba 30 quilómetros, ainda sem asfalto.
São Pedro da Quilemba fica a 50 quilómetros da capital do município, o Dondo, dos quais perto de 17 quilómetros foram asfaltados há dois anos.
No Kwanza-Norte, o asfalto já atingiu quatro das 21 comunas - Zenza de Itombe e Dange-ya-menha, no município de Cambambe, a rodovia nacional Luanda-Malange, Cambondo, no município de Golungo-Alto, e Quiangombe, na estrada nacional entre as províncias do Kwanza-Norte e Uíge.
Quanto às sedes municipais da província, a estrada liga às comunas de Ndalatando, município de Cazengo, Dondo, em Cambambe, e Lucala, municipalidade com o mesmo nome.

Tempo

Multimédia