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Kwanza-Norte precisa de mais espaço para tratar os doentes com tuberculose

André Brandão | Ndalatando

O programa provincial de tratamento e controlo da tuberculose no Kwanza-Norte necessita de um centro de saúde adequado, para o tratamento e internamento das vítimas da doença, e a criação de laboratórios com espaços cómodos, para a realização de exames de baciloscopia nos municípios de Samba Cajú e Ambaca.

O internamento dos pacientes que sofrem da doença é feito numa pequena dependência
Fotografia: Nilo Mateus

O programa provincial de tratamento e controlo da tuberculose no Kwanza-Norte necessita de um centro de saúde adequado, para o tratamento e internamento das vítimas da doença, e a criação de laboratórios com espaços cómodos, para a realização de exames de baciloscopia nos municípios de Samba Cajú e Ambaca.
Em declarações ao Jornal de Angola o supervisor provincial do programa de controlo da tuberculose, Barros Pegado, disse que a falta de espaço para a gestão e manejo de casos de tuberculose tem criado transtornos às entidades sanitárias locais, uma vez que o internamento dos pacientes que sofrem da doença é feito numa pequena dependência do Hospital Central de Ndalatando.
O responsável revelou que o programa se estende a sete municípios dos dez que compõem a província, nomeadamente Ambaca, Cazengo, Cambambe, Golungo Alto, Quiculungo, Lucala e Samba Cajú. Seis destes municípios possuem também serviços de diagnóstico e tratamento, enquanto num deles se faz apenas terapia, por falta de condições para a instalação de um laboratório específico.
Nos sete municípios, as unidades funcionam em salas improvisadas, sem grandes condições para o manejo adequado das técnicas de tratamento. Esta situação leva a que os doentes com tuberculose simples e os com VIH/Sida permaneçam na mesma sala de internamento.
“Temos também necessidade de vários técnicos formados para a sustentabilidade do programa”, informou. Barros Pegado apontou como principais causas para o surgimento da doença o consumo excessivo do tabaco, álcool, má alimentação, VIH/Sida e diabetes.
O responsável explicou que a tuberculose tem um tratamento longo para os adultos e curto ou médio para as crianças, que podem ser tratadas em períodos de oito e seis meses. Outra das suas preocupações prende-se com a fuga e não cumprimento rigoroso do tratamento por parte de alguns doentes. O supervisor provincial do programa de controlo da tuberculose sublinhou ainda que o seu sector realiza actividades de educação para a saúde, consultas, supervisão e monitorização das unidades “DOTS” (Tratamento sobre observação directa do médico) nos municípios de Cambambe, Lucala, Golungo Alto, Quiculungo, Samba Cajú e Bolongongo, e procedeu à formação de 15 enfermeiros, provenientes de nove municípios da província.
No ano passado, acrescentou Barros Pegado, o sector registou 855 casos de tuberculose, dos quais 37 resultaram em óbitos.

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