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Kwanza-Norte vai sortear casas sociais à juventude

Marcelo Manuel | Ndalatando

O governo provincial do Kwanza-Norte vai, nos próximos dias, sortear, em Ndalatando, as primeiras 45 casas do bairro social da juventude, concorridas por 105 candidatos.

Carlos José (a direita) durante o encontro
Fotografia: Marcelo Manuel

O governo provincial do Kwanza-Norte vai, nos próximos dias, sortear, em Ndalatando, as primeiras 45 casas do bairro social da juventude, concorridas por 105 candidatos.
O facto foi tornado público na quinta-feira passada, em Ndalatando, pelo director Nacional da Juventude, Carlos José. O projecto em causa é uma iniciativa do Ministério da Juventude e Desporto em colaboração com o Banco de Poupança e Crédito (BPC), que visa essencialmente reduzir as carências de habitação no seio da juventude. As referidas casas são do tipo T-3 - três quartos, sala, casa de banho, despensa e cozinha -, construídas num espaço de cerca de 200 metros quadrados.
O responsável frisou que os critérios para a obtenção das residências são ter idade compreendida entre os 23 e os 35 anos de idade, residir na localidade e ter capacidade económica e financeira para reembolsar os cerca de 40 mil dólares americanos, valor real dos custos das mesmas, durante 20 anos.
Carlos José mostrou-se satisfeito pelo facto da maior parte dos candidatos serem funcionários públicos.
De acordo com o director, os pagamentos vão ser efectuados de forma mensal, as taxas de juros e percentagem de descontos vão ser predefinidas após o sorteio das casas, através de um contrato efectuado entre o proprietário da residência e o BPC, mediado pela Direcção Provincial da Juventude e Desportos.
As políticas de preços praticadas pelo BPC, salientou, estão a favor dos cidadãos.
“Podemos assegurar que tudo foi feito no sentido dos preços das casas irem ao encontro das dificuldades dos jovens e não apenas das perspectivas económicas dos bancos”, disse.
Frisou que nas províncias do Namibe e Lunda-Sul, onde já foram entregues um total de 138 casas, o governo subvencionou a taxa dos juros antecedentes, num valor correspondente a oito por cento do valor global das casas, facilitando os cidadãos que não tinham dinheiro na altura da entrega das chaves.
Do mesmo modo revelou que estão em curso negociações com o BPC, no sentido de encontrarem taxas de juros iniciais abaixo dos valores referenciados.
Para os cidadãos cujos salários são incompatíveis com as exigências do projecto, disse, “o governo está a criar outras modalidades, como por exemplo o fomento da auto construção de modo a evitar a exclusão social dos menos remunerados”.

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