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Lançada campanha de prospecção

Uma mega campanha de prospecção activa da doença do sono é lançada na província do Cuanza Norte pelo Instituto de Combate e Controlo da Tripanossomíase (ICCT), anunciou o director geral do organismo do Ministério da Saúde.

Iniciativa inclui clínicas móveis munidas de microscópios e centrifugadoras
Fotografia: DR


Josenando Teófilo referiu que o objectivo da campanha de prospecção da tripanossomíase é de deixar Angola livre desta endemia até ao ano 2020.
A campanha, que vai até ao dia 20 de Dezembro, envolve dez equipas móveis, com 70 técnicos, distribuídas por todos os municípios da província do Cuanza Norte.
As equipas móveis são compostas por sete pessoas, entre técnicos de laboratório, enfermeiros e um médico especialista.
As equipas vão utilizar dez clínicas móveis munidas de microscópios, centrifugadoras, agitadores e outro material de laboratório, assim como medicamentos para o tratamento de possíveis doentes.
Uma caravana automóvel parte de Luanda para aquela província e ao longo do percurso os técnicos colocam armadilhas para a captura da mosca tsé-tsé e distribuir informes às aldeias sobre as consequências, causas e prevenção da doença do sono.
Para a luta anti-vectorial, a campanha conta com 20 mil armadilhas, que são montadas em locais de grande concentração da mosca tsé-tsé, assim como são feitas acções de fumigação em pontes, sobre rios e controlos da Polícia Nacional.
As armadilhas impregnadas com insecticida são montadas para matar as moscas, mas as não impregnadas podem também servir para apanhar a mosca viva, no sentido de ser examinada e utilizada em pesquisas.
Durante a actividade são recrutados localmente jovens para ajudarem na colocação de armadilhas e na recolha das moscas.
Com esta campanha pretende-se atingir uma cobertura satisfatória, visto que a província do Cuanza Norte é endémica.
 “O nosso Executivo tudo está a fazer para eliminar a tripanossomíase no país, com base no horizonte Angola 2025, meta preconizada para a enfermidade deixar de ser problema de saúde pública”, disse o responsável.

Dados da doença

O professor doutor Josenando Teófilo disse que em 1997 Angola registava mais de oito mil casos da doença, mas agora, com os esforços do Executivo, há uma redução acentuada, com menos de 100 por ano. De Janeiro até Novembro deste ano foram notificados apenas 87 doentes, detectados em consultas normais. Angola passou de segundo ao quinto lugar da lista de países mais afectados de África, o que demonstra a boa vontade das autoridades angolanas em melhorar a saúde das populações.
A par das actividades de rastreio, o Instituto de Combate e Controlo da Tripanossomíase tem o novo mandato de intensificar as investigações das doenças parasitárias tropicais, com vista a procurar vias evidentes de resolver os problemas que resultam dessas patologias, que constituem um fardo para a saúde da população angolana.
No próximo ano, o ICCT tem como prioridade efectuar o rastreio da doença do sono e outras parasitárias ao longo de toda a região a norte do rio Cuanza.

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