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Lucala necessita de unidades sanitárias

Paulo Mateta| Lucala

As autoridades sanitárias do município do Lucala, província do Kwanza-Norte, defendem a necessidade da construção urgente de um hospital de raiz na sede municipal e um centro médico na comuna do Kiangombe, com vista a desafogar as outras unidades hospitalares.

Pretende-se melhorar a assistência
Fotografia: Jornal de Angola

As autoridades sanitárias do município do Lucala, província do Kwanza-Norte, defendem a necessidade da construção urgente de um hospital de raiz na sede municipal e um centro médico na comuna do Kiangombe, com vista a desafogar as outras unidades hospitalares.
O responsável da Saúde no município, o médico Gaspar Pedro Simão, fez tal apelo durante um encontro com os deputados do círculo eleitoral do Kwanza-Norte.
O Jornal de Angola apurou que os moradores dos bairros Coio e Mataba, na comuna do Kiangombe, costumam percorrer distâncias superiores aos 30 quilómetros para beneficiarem de assistência médica nas localidades de Samba-Cajú e Lucala.
O hospital do Lucala, que atende por dia mais de 100 pacientes, não possui capacidade para suportar a demanda e os vários serviços de que precisaria, como as áreas de testagem voluntária de VIH/Sida, maternidade e raios X, actualmente com espaços insuficientes.
No que toca ao internamento, as 94 camas existentes são insuficientes para acolher o número elevado de pacientes que são internados no hospital, que por estar situado num nó rodoviário, entre as províncias do Uíge e as do leste do país, recebe igualmente muitos viajantes.
O médico explicou aos deputados que, além destes pacientes e dos locais, a unidade hospitalar recebe diariamente dezenas de outros idos de localidades como o Canjonjo, Quizenga, Cazela e Cambunze (Malange). A malária, as doenças diarreicas e respiratórias agudas, a tuberculose e VIH/Sida são as principais enfermidades que assolam os pacientes que acorrem ao hospital de Lucala.
Gaspar Simão disse ainda que a verba destinada para aquisição de medicamentos, alimentação, pagamento do pessoal de limpeza e manutenção das infra-estruturas e meios de transportes foi reduzida há já algum tempo, o que está a criar alguns transtornos.

Verba reduzida

Anteriormente, a unidade recebia uma quantia de 800.000 kwanzas por mês, enquanto que actualmente a verba oscila entre os 300.000 e 400.000, lamentou o médico.
O hospital conta com 82 técnicos. A maioria destes possuem formação média e básica, contando apenas com os préstimos de um médico, de nacionalidade angolana, que é obrigado a redobrar esforços para atender vários casos que ali chegam.
A unidade possui os serviços de banco de urgência, medicina, pediatria, laboratório, dispensários de tripanossomíases e tuberculose, Centro de Testagem Voluntária de VIH/Sida (CATV), maternidade e Raios X.
O médico salientou que há seis meses que o hospital não regista um único caso de doença de sono, situação que anima as autoridades, que têm envidado esforços para erradicação desta enfermidade naquela região.

Obras paralisadas

A administradora municipal de Lucala, Inês José Muhongo Luís, disse que as obras de reabilitação dos postos de saúde da Pamba, Dundo ya Mutulo e Coio estão paralisadas há mais de três anos, sem que os empreiteiros expliquem os motivos de tal interrupção.
As obras, segundo a administradora, estão a cargo do Fundo de Apoio Social (FAS) do Kwanza-Norte e Cruz Vermelha de Angola, respectivamente.
Inês Muhongo adiantou que terminaram recentemente as obras de reabilitação do posto médico do sector do Heleje, 20 quilómetros a leste da vila do Lucala, sob a égide do governo da província, quando se aguarda apenas pelo apetrechamento da instituição.
O posto do Dualumbi, na comuna de Kiangombe, clama por reabilitação urgente, fruto do desabamento do seu tecto, alertou a responsável.

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