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Má conservação de bens preocupa as autoridades

Kátia Ramos | Ndalatando

Funcionários da direcção provincial do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) no Kwanza-Norte realizaram, na semana passada, uma acção de sensibilização junto de vendedores ambulantes, automobilistas e moto ciclistas, sobre os cuidados a ter com a conservação de produtos consumíveis e o respeito pelas regras de trânsito.

Vendedoras não acatam as orientações
Fotografia: Mota Ambrósio

Funcionários da direcção provincial do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) no Kwanza-Norte realizaram, na semana passada, uma acção de sensibilização junto de vendedores ambulantes, automobilistas e moto ciclistas, sobre os cuidados a ter com a conservação de produtos consumíveis e o respeito pelas regras de trânsito.
O chefe de secção de mediação e informação de apoio ao consumidor do INADEC, em Ndalatando, Francisco Panzo, disse que a direcção nacional da instituição orientou os núcleos locais a sensibilizarem os automobilistas, vendedores dos mercados informais, zungueiras e utentes do comboio no sentido de prestarem maior atenção à conservação dos alimentos.
O sector tem prestado serviços de sensibilização a várias comunidades locais, mas encontram ainda alguns obstáculos junto de vendedores e motoristas, que não obedecem às normas, originando um aumento das infracções. A título de exemplo, Francisco Panzo referiu que, de Setembro a Outubro deste ano, o núcleo do INADEC retirou dos mercados informais de Ndalatando mais de 1.200 caixas de peixe, que se encontrava em mau estado de conservação.
Actualmente, acrescentou, os trabalhos de campo nos mercados locais ficam apenas pela sensibilização para que, posteriormente, seja possível actuar de forma coerciva, em parceria com os efectivos da Polícia Económica.
Francisco Panzo acrescentou que as infracções mais frequentes na província têm a ver com a falta de higiene nos locais de venda, mau estado de conservação dos produtos, rotulagem em línguas estrangeiras e desordem na arrumação dos produtos.
Quanto às multas, Francisco Panzore feriu que estas variam entre os 220 a 350 mil kwanzas.
O Jornal de Angola visitou alguns mercados, onde constatou que muitos produtos são conservados em péssimas condições, expostos no chão, junto de pequenos montes de lixo.
A vendedora Mariazinha João disse que esta situação se deve à falta de mercados apropriados em Ndalatando, o que as obriga a venderem nestas condições.

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