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Mais acções de combate à tripanossomíase no Cuanza-Norte

Uma campanha de rastreio da doença do sono, Tripanossomíase Humana, foi lançada na segunda-feira, nos municípios do Cazengo e Dondo, província do Cuanza-Norte, no âmbito do combate à endemia.

Rastreio vai durar dez dias
Fotografia: Joaquim Manuel | Edições Novembro

Em declarações à Angop, o chefe de Departamento de Gestão Técnica e Supervisão do Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases (ICCT), Paulo Makana, disse que a campanha, de âmbito nacional, vai cobrir apenas estes dois municípios por insuficiência de verbas, mas que a meta é abranger os dez que compõem a província.
Paulo Makana acrescentou que a campanha tem nova estratégia pois o rastreio vai incidir nos municípios em que, nos últimos dois anos, foram notificados casos da doença do sono.
“Para o rastreio, de dez dias, é criada uma nova estratégia, em que cada equipa de cinco técnicos, munidos de microscópios de alta qualidade e outro material, vai cobrir municípios que nos últimos dois anos reportaram casos da doença.”
Segundo Paulo Makana, anteriormente as campanhas decorriam em simultâneo em todas as províncias endémicas, mas, por exiguidade de verbas, está a decorrer faseadamente.
De acordo com o médico, a última campanha, ou busca activa de doentes, aconteceu em Janeiro, apenas na província do Uíge, por falta de verbas, situação que pode comprometer o combate à doença do sono no país até 2020, meta indicada pela OMS. “Esta situação pode levar ao aumento descontrolado de casos, pois esta doença, além de ser ignorada em Angola, tem sintomas que se confundem com outras doenças infecciosas,  dai a importância das campanhas de rastreio”, frisou.
Paulo Makana preconizou a prioridade na alocação de verbas para o combate à doença do sono e para o trabalho de equipas móveis nas zonas consideradas endémicas, com vista a  travar a propagação da doença.

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