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Mais aterros sanitários construídos no Cazengo

André Brandão | Ndalatando

Até Dezembro vão ser construídos 60 aterros sanitários destinados a 13 bairros do município do Cazengo graças a um acordo entre o governo provincial do Kwanza-Norte e a empresa SHS.

Responsável técnica da empresa SHS
Fotografia: Nilo Mateus | Ndalatando

Até Dezembro vão ser construídos 60 aterros sanitários destinados a 13 bairros do município do Cazengo graças a um acordo entre o governo provincial do Kwanza-Norte e a empresa SHS.
A responsável técnica da empresa disse que os bairros do Tala Hady, Chegue Vara, Sassa um e dois, Quilembequeta, Cás, Pedreira, Lixeira de Cima e de Baixo, Banga, Ndalatando, 28 de Agosto e São Filipe foram os escolhidos por serem os mais necessitados.
A empresa trabalha neste momento em casos de desnutrição, de doenças diarreicas, respiratórias agudas e do sono e de saúde materno-infantil.
A SHS tem 60 agentes comunitários. Cada um é responsável por 150 famílias, que deve visitar semanalmente, no âmbito de um programa de acções de prevenção de doenças e de promoção da saúde.
Melissa Mota afirmou que os supervisores de campo e os agentes comunitários de saúde desenvolvem, em sessões educativas e em visitas domiciliárias, acções de sensibilização sobre medidas preventivas das principais doenças transmitidas por falta de saneamento básico e salientam a importância de se dar um destino adequado ao lixo. Em um ano de actividade da empresa SHS, referiu, 29 famílias construíram latrinas em casa. O número, lamentou, é ainda muito pequeno e por isso foi pedido aos agentes comunitários que continuem a estimular a construção de sanitas.
Melissa Mota disse que 58,1 das famílias registadas têm latrinas nos locais de residência e que destas, 36,33 as instalaram a distâncias inferiores a 15 metros das fontes de água. O objectivo, sublinhou, é diminuir a hipótese da contaminação das fontes de águas.  O número reduzido de latrinas nos bairros que vão beneficiar de aterros sanitários, referiu, deve-se não apenas a hábitos, mas a restrições financeiras e à complexidade dos lençóis de água.

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