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Mais empreendedores formados

Marcelo Manuel | Ndalatando

Um total de 1.755 jovens formados pelos centros de formação profissional, adstritos ao Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), obteve este ano o primeiro emprego, fruto da parceria deste órgão com distintas empresas privadas, sedeadas na província do Cuanza Norte.

Sector da Agricultura absorve grande parte dos técnicos formados pelo Instituto Nacional de Formação Profissional no Cuanza Norte
Fotografia: Nilo Mateus

O director provincial do INEFOP, Maurício Miguel, que balanceava ontem as actividades do primeiro semestre do ano em curso, disse que os novos técnicos trabalham essencialmente em pequenas e médias empresas ligadas aos sectores de vendas de produtos alimentares, roupa e calçado, bebidas, empresas do ramo agrícola, industrial e prestação de serviços.
Do número em referência, disse, 1.492 jovens são do sexo masculino. Maurício Miguel sublinhou que o INEFOP, que controla 356 empresas de pequeno porte e 83 médias, trabalha no cumprimento dos programas e políticas do Executivo ligadas ao emprego e à formação profissional dos cidadãos, cujo objectivo é a  modernização e o desenvolvimento do país. “Estamos de igual modo a trabalhar para o suporte e apoio a iniciativas do sector empresarial, fundamentalmente no que toca à ascensão e criação de oportunidades para o empreendedorismo, para o incremento das possibilidades de criação de postos de trabalho em diversos sectores”, disse.
É igualmente objectivo do INEFOP melhorar a qualidade e a quantidade da formação inicial e contínua da mão-de-obra nacional, promovendo o desenvolvimento dos recursos humanos, para o reforço da empregabilidade, aumento dos níveis de qualificação dos cidadãos, com a participação dos parceiros sociais nos distintos sectores da economia.
Maurício Miguel apontou a criação do Centro Local de Empreendedorismo e Serviços de Emprego, conhecido por Clese, como ferramenta essencial para o surgimento do empreendedorismo, para apoiar os angolanos na superação de múltiplos desafios, para a obtenção de um emprego digno e disseminar a cultura do empreendedorismo.
Tal desiderato, disse, só é possível através de acções concretas de capacitação, factor que permite aos empreendedores identificarem e implementarem oportunidades de negócios geradores de rendimentos susceptíveis de proporcionarem bens e serviços fundamentais às comunidades.
O responsável do INEFOP na província do Cuanza Norte ressaltou a necessidade de complementar-se a formação profissional dos jovens com oportunidades de inserção directa no mercado de trabalho, através de iniciativas de negócios locais, quer micro, quer pequenos negócios.
Maurício Miguel realçou também a importância da concessão e do desenvolvimento de conteúdos programáticos inerentes ao empreendedorismo, para assessorar os empreendedores na elaboração de planos de negócios e estudos de viabilidade económica, susceptíveis de serem submetidos às distintas agências financeiras e prestar informações em tempo real, através dos serviços de emprego, contemplados sobre a procura e oferta da mão-de-obra qualificada.

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