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Mais jovens concluíram cursos profissionais

Manuel Fontoura | Ndalatando

A província do Cuanza Norte conta com mais mestres de artes e ofícios, pois 779 jovens, dos 1.055 inscritos no Centro de Formação Profissional de Ndalatando, terminaram recentemente mais uma acção formativa, em várias especialidades, ministrada pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional.

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Fotografia: André Brandão | Ndalatando

Durante nove meses, os recém-formados aprenderam técnicas de carpintaria, electricidade de baixa tensão, corte e costura, serralharia, refrigeração, alvenaria, informática, mecânica, electrónica, culinária e pastelaria.
A província do Cuanza Norte tem centros de formação profissional espalhados em diversas localidades, que têm, nos últimos tempos, facilitado o ingresso de muitos jovens no mercado de trabalho. Dos cursos ministrados nos pavilhões de artes e ofícios da província, os ligados ao ramo da construção civil são os que mais oferecem vagas aos formandos.
A cidade de Ndalatando, a exemplo de Camabatela, Samba-Cajú, Quiculungo e Golungo Alto, é hoje um lugar ideal para muitos jovens se formarem em cursos profissionais, minimizando deste modo o quadro de desemprego na região.
A província do Cuanza Norte dispõe de 16 centros de formação profissional, sendo nove públicos e tutelados pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional e sete privados, dois dos quais pertencentes à congregação católica Dom Bosco.
Além dos centros já existentes, o município de Ambaca pode ganhar em breve um novo Pavilhão de Artes e Ofícios, a ser construído pelo Governo Provincial.
De âmbito nacional, aguarda-se também o início das obras de construção de um Centro de Formação Profissional no município de Banga, um Pavilhão de Artes e Ofícios no Golungo Alto, um Centro de Formação Feminino em Samba-Cajú e uma Escola de Formação Rural no Lucala.
O vice-governador para o sector Político e Social, José Alberto Kipungo, afirmou que a inserção dos jovens no Sistema Nacional de Formação Profissional constitui uma via de mediação entre o mercado de trabalho e os jovens que procuram o primeiro emprego.José Alberto Kipungo disse que a formação dos jovens para a vida activa é preocupação do Executivo, por ser um processo que deve ser bem preparado e gerido.
O vice-governador afirmou que a materialização do Programa do Governo para o combate ao desemprego passa necessariamente pela formação profissional e é desenvolvida com base nos princípios de criação de mecanismos e de instrumentos legais e operacionais, que asseguram aos jovens o primeiro emprego.

Cursos profissionais

A realização de cursos como este, que se multiplicam um pouco por todos os cantos do país, demonstra a vontade do Executivo em resolver os problemas mais candentes da juventude.
“O país e a província em particular ganharam, a partir de agora, mais artífices, que vão contribuir nas tarefas em curso que visam o desenvolvimento do nosso país, pois o tecido empresarial da província tem à sua disposição mão-de-obra qualificada e não tem necessidade de recorrer a outras localidades para encontrar trabalhadores com conhecimento para satisfazer as necessidades das suas tarefas”, disse.
O fim do curso deve constituir o início de uma ampla carreira de aprendizagem e de aperfeiçoamento dos conhecimentos e habilidades aprendidas, para que, cada dia que passe, sejam melhor e mais competentes profissionalmente.
O governante alertou os demais jovens na condição de desempregados que uma das respostas para a solução deste flagelo é a adesão à formação profissional, pois a mesma pode ser uma ferramenta importante para a criação de micro-empresas, cooperativas juvenis ou associações.

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