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Malária provoca mais de 200 casos de morte no Cuanza-Norte

Manuel Fontoura | Ndalatando

A malária causou a morte a 237 pessoas em 2019 na província do Cuanza-Norte, num universo de 239 mil e 338 casos clínicos confirmados laboratorialmente, revelou em Ndalatando o supervisor provincial da doença , Gonçalo Tandala.

Comparativamente ao mesmo período de 2018, o responsável informou que as autoridades sanitárias registaram 182 mil e 583 casos, com um balanço de 201 óbitos. “Esta doença continua a ser a principal endemia da região, e a maior causadora de mortes no seio das populações, atacando principalmente as mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos”, disse Gonçalo Tandala.
Em face dos casos alarmantes de mortes por malária, as autoridades sanitárias da província intensificaram, no ano passado, as medidas de biossegurança em toda a região, com a finalidade de reduzir a incidência de casos.
De acordo com o supervisor provincial da doença, com a implementação do projecto Saúde Para Todos, registou-se uma redução considerável de casos graves e de óbitos. O responsável referiu que existe, igualmente, na província, um projecto-piloto dos Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Saúde (Adecos), coordenado pelo Ministério da Administração do Território e da Família e Promoção da Mulher, que visa a promoção da saúde, através de informação, educação e comunicação, para as populações compreenderem o risco da doença e as medidas a tomar em tempo oportuno. A província do Cuanza-Norte é subdividida em dois estratos epidemiológicos, dada a sua situação ecológica, sendo a primeira considerada hiper-endémica estável, que corresponde aos municípios de Cazengo, Cambambe, Lucala, Go- lungo-Alto, Lucala e Am- baca, localidades onde se registam maior número de casos. A segunda, denominada meso-endémica estável, alberga os municípios de Ngonguembo, Banga, Quiculungo e Samba-Cajú. Esta divisão, segundo Gonçalo Tandala, surge devido à situação ecológica que permite o aumento de mosquitos na província do Cuanza-Norte e com a probabilidade de procriação do vector, agente transmissor da doença.

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