Províncias

Melhora a situação económica e social

Manuel Fontoura e Marcelo Manuel | Ndalatando

O governador do Cuanza Norte, Henrique André Júnior, disse que a situação económica e social da província apresenta algumas melhorias, apesar de não traduzir em plenitude as suas potencialidades.

Fotografia: JAimagens

Ao apresentar o actual perfil da província, no encontro orientado pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, que visitou a província, o governador salientou que o PIB provincial representa, em média, menos de 0,5 por cento do PIB nacional, traduzindo, no seu entender, “as graves assimetrias regionais no país e o excesso de concentração em Luanda e, em parte, no litoral-centro”.
Segundo Henrique André Júnior, o esforço subjacente para reduzir estas disparidades económicas, com reflexos profundos nas diferenças de condições sociais de vida entre os cidadãos, é “hercúleo”, não se compaginando com o montante de investimentos a ser feitos até 2017. “O número total de empresas nos diferentes ramos de actividade representa  em média um por cento do total nacional, o que, no seu entender, é sinal de pouca dinâmica da classe empresarial local e da reduzida atractividade da província nos principais itens que interessam o investimento privado.”
O sector terciário, como o comércio, os transportes, reparação de veículos, restauração e hotelaria, disse o governador, é o mais representativo, com uma média de cerca de 81 por cento.
Na visão do governador, a construção deu um salto significativo na província, em especial depois de 2005, tal como no resto do território nacional. Não obstante, para as grandes obras, mormente as enquadradas no PIP, são as empresas não sediadas na província que asseguram a maior parte das mesmas, significando que o respectivo registo contabilístico empresarial e macroeconómico é referido a Luanda, informou Henrique André Júnior.
A indústria de transformação apenas representa, em termos de número de empresas em actividade, oito por cento do número total nacional.
A agricultura e actividades conexas, restringindo-as ao sector empresarial e excluindo a agricultura familiar, não figuram com mais de quatro por cento do número total de empresas em actividade, referiu o governador provincial.

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