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Mercado de Ndalatando está bem abastecido

Kátia Ramos e André Brandão | Ndalatando

Ndalatando tem os mercados bem abastecidos  dos tradicionais produtos da quadra festiva. O comércio a retalho responde bem à procura.

Apesar de haver produtos em quantidade os proprietários dos estabelecimentos comerciais reclamam pela pouca procura de clientes
Fotografia: Jornal de Angola

Ndalatando tem os mercados bem abastecidos  dos tradicionais produtos da quadra festiva. O comércio a retalho responde bem à procura. Mas a cidade também beneficiou da abertura do Nosso Super onde os consumidores encontram todo o tipo de alimentos a preços convidativos e os chamados "mimos de Natal e Ano Novo".
Paula Fernandes nos anos anteriores tinha de ir a Luanda ou Malange comprar bacalhau. Este ano, com a reabertura do Nosso Super “há bacalhau com fartura e a bom preço”. Os mini mercados e outros estabelecimentos também estão bem fornecidos dos produtos que mais se consomem na época natalícia.
Nos últimos dias a maior procura é de alimentos específicos da ceia de natal: peru, frango, grão-de-bico, carne de porco e de vaca, legumes, frutas e bebidas, como vinho, espumante, cerveja e refrigerantes.
Apesar de haver produtos em quantidade, os proprietários de lojas e gerentes de estabelecimentos comerciais da cidade reclamam a pouca adesão dos clientes na procura de alimentos e bebidas para a festa de Natal. E este ano ninguém se pode queixar de preços especulativos porque todos garantiram à nossa reportagem que não subiram os preços dos produtos na quadra festiva.
 O gerente de uma das casa comercial, Luís Félix Araújo, garantiu que o seu estabelecimento comercial tem variadíssimos produtos para sustentar toda a quadra festiva e com preços ao alcance de qualquer bolsa: “nem me passa pela cabeça subir os preços durante este período, o que eu quero é mais clientes”. Em praticamente todo o comércio de Ndalatando a regra é a mesma: ninguém subiu os preços, como geralmente acontecia nas festas natalícias. Este ano o comércio da cidade de Ndalatando está calmo, em contraste com o que acontecia anos anteriores, em que os consumidores eram obrigados a formarem bichas para a compra de produtos básicos das festas natalícias. Chimbombinha, uma figura muito conhecida na cidade de Ndalatando, reconhece que actualmente as pessoas já fazem as compras de Natal sem os empurrões ou o “corre, corre” dos anos anteriores.
E justifica a falta de movimento nestes dias, como o hábito de sempre: “as pessoas deixam as compras para a véspera do Natal. Arriscam-se a pagar preços muito altos, visto que alguns comerciantes aproveitam a circunstância para especular nos preços”.
Chimbombinha vê com satisfação a baixa de preços dos produtos nas lojas. Uma cesta básica, bem recheada, custa 30 mil Kwanzas, a média 20 mil e a de base dez mil kwanzas. Existem ainda em Ndalatando estabelecimentos comerciais que estão a vender cabazes de 9.600 a 30 mil Kwanzas.
 Luís Félix Araújo disse que a sua loja está a vender o quilo de farinha de trigo a 80 Kwanzas, o pacote da massa, o quilo de arroz, o quilo de açúcar e a garrafa de vinagre a 100 kwanzas cada. A barra de sabão a 200 kwanzas, a lata grande de manteiga a 300 kwanzas.
A lata grande de Leite Nido gordo custa 2.580 Kwanzas. Os vinhos tintos custam entre 665 a dois mil kwanzas a garrafa. Os preços dos vinhos brancos variam entre 460 e 2.990 kwanzas por garrafa. Os espumantes de 550 a 1.690 kwanzas. O JC Leroux custa 795 kwanzas e o vinho do Porto varia de 1.415 a 1.750 kwanzas por unidade. O licor Amarula é comercializado a 1.050 kwanzas.
A lata de leite Nido grande custa 1.985, a média 1.060 e a pequena 510 kwanzas. A lata de leite Loya grande está a ser vendida a 2.000 kwanzas. O leite de pacote, em pó, varia de 420 a 950 kwanzas. O saco de batata de dez quilos está a ser comercializado a 1.900 kwanzas, se for importada. A batata nacional custa 700 kwanzas o saco de cinco quilos.

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