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Milhares de carteiras estão a ser distribuídas

Marcelo Manuel | Ndalatando

Cinco mil carteiras escolares f oram adquiridas pelo Gabinete Provincial da Educação no Cuanza-Norte, com o intuito de reduzir o número de alunos que se sentam em cadeirinhas de plástico, adobes e pedras.

Gabinete Provincial da Educação adquiriu mais cinco mil carteiras escolares e secretárias
Fotografia: Nilo Mateus| Edições Novembro

O chefe de repartição da educação e ensino, Gaspar Faustino, disse, terça-feira, que três mil carteiras ficam em Ndalatando e as duas mil serão distribuídas nas demais municipalidades.

Avançou que o Cazengo tem 6.042 alunos que estudam debaixo de árvores e em salas improvisadas, na sua maioria submetidos ao frio, sol e poeira, condições climáticas que podem ser adversas ao processo de ensino e aprendizagem, principalmente ao nível do ensino primário.
Alguns professores apontam a insuficiência de carteiras e o uso de quadros impróprios como factores que dificultam a posição de assento dos alunos, forma de escrita e cópia das matérias para os cadernos, além das complicações na visualização dos conteúdos temáticos escritos pelo professor, assim como pela falta de qualidade da tela pedagógica, entre outros factores de estrangulamento.
Por exemplo a nível da localidade do “Quilómetro Treze”, sector do Zanga, existem 109 alunos da iniciação à sexta classe que estudam em escombros da antiga regedoria, outros na marquise do posto de saúde, enquanto os mais pequenos aprendem à sombra de uma mangueira.
O director da escola número 19, no bairro São Felipe, arredores de Ndalatando, Sebastião João, frisou que a instituição que dirige carece de 450 carteiras, seis quadros, iluminação pública e interna, bem como efectivos da Polícia Nacional, ligados à Brigada de Protecção Escolar, para evitar actos de vandalização do imóvel, cometidos por desconhecidos.
Afirmou que a escola tem três salas cobertas com chapas, onde estudam cerca de 200 alunos, que sofrem com o calor, devido às características do zinco quando exposto ao sol.
A professora Maria do Rosário, que lecciona a iniciação numa das salas anexas da escola da Kipata, lamentou o facto de os alunos com cinco e seis anos terem de enfrentar, logo no começo do processo de escolaridade, a falta de assentos e outros meios de ensino, importantes para a aprendizagem.
“Quando há chuva ou sol em excesso temos de dispensar os pequenos antes da hora prevista, disse”.
O governador provincial do Cuanza-Norte, Adriano Mendes de Carvalho, depois de constatar o funcionamento do sector da Educação no município de Cazengo, disse que os dirigentes devem a todo o custo criar condições dignas para que as crianças estudem no maior conforto possível.
Manifestou a intenção de acabar com as escolas precárias, através de projectos do Executivo e do Governo Provincial, que já permitiram a construção de mais uma escola, com três salas, no bairro Cerâmica, em Ndalatando, que no próximo ano vai albergar 405 alunos do ensino primário.
Nas localidades do Treze, Queta e Pedreira estão a ser erguidas mais três escolas, que poderão acolher cerca de 1.500 estudantes em 2020.
O município de Cazengo tem um total de 55 escolas, 72.978 alunos e 1695 professores. Há a necessidade de mais 498 salas de aula e 309 professores.

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