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Milhares de cidadãos alfabetizados

Marcelo Manuel | Ndalatando

O representante em Angola da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Jason Freser, considerou, sábado, em Ndalatando, a aposta do Governo angolano na educação das mulheres adultas como sinal claro do seu compromisso para com o futuro próspero da Nação.

Acesso de pessoas adultas à educação pode permitir significativamente a redução das disparidade existentes entre a população rural e urbana
Fotografia: Marcelo Manuel | Ndalatando

Jason Freser, que falava por ocasião do acto de graduação de 500 alunos de alfabetização, formados através do projecto Mulher Vencedora, criado há dois anos a nível da província do Cuanza Norte pela organização não-governamental Alfalit, com o suporte financeiro da USAID, sustentou a sua opinião dizendo que os países que apostam na educação estão igualmente a investir no aumento dos índices de desenvolvimento humano da sua população, bem como no seu crescimento económico, inclusivo e sustentável.
O Governo dos Estados Unidos disponibilizou um valor global de um milhão e duzentos mil dólares, de forma a permitir que jovens e adultos possam obter conhecimentos e habilidades práticas, tendo em conta os desafios para o alcance do desenvolvimento sustentado que Angola almeja, disse.
O programa de alfabetização da Alfalit Angola conta com o estreito apoio do Ministério da Educação e tem como objectivo fundamental assegurar o acesso da população adulta à educação, sobretudo as mulheres, criando possibilidades para aquisição de competências técnicas e profissionais. O acesso de pessoas adultas à educação pode permitir a redução das disparidades existentes entre a população rural e urbana, viabilizando o desenvolvimento do país, disse o responsável.
 Jason avançou ainda que o programa tem um objectivo específico que está intrinsecamente ligado ao alcance do objectivo geral da educação e do Governo angolano, definidos no plano nacional de desenvolvimento 2013/2017.
Domingas Francisco, em nome dos alfabetizados, agradeceu a oportunidade de ser uma das contempladas do projecto. Domingas Francisco disse que já sabe ler e­ ­escrever e apelou à expansão do projecto para as zonas mais recônditas, de forma a libertar outras mulheres do analfabetismo.

Cinco províncias


Cerca de 100 mil cidadãos nacionais de cinco províncias foram alfabetizados nos últimos 13 anos, através de vários projectos criados pela organização não-governamental Alfalit, que conta com o suporte financeiro da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), com o objectivo de promover a educação e desenvolvimento social no seio das comunidades.
O responsável da Alfalit em Angola, Jeremias Vovas, disse que os projectos de alfabetização tiveram início em 2002 e são desenvolvidos por 94 alfabetizadores espalhados a nível das províncias de Luanda, Cuanza Norte, Malanje, Bié e Huambo. A ONG já encaminhou para o ensino pré-escolar mil estudantes, a par de outros 1.430 que actualmente frequentam a 4ª classe, frisou.

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