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Milhares de jovens desempregados estão em cursos técnico profissionais

Marcelo Manuel | Ndalatando

Os pavilhões de artes e ofícios e centros de formação profissional do Kwanza-Norte formaram 3.352 jovens desempregados desde 1997, com maior incidência nas áreas de desenho artístico, alvenaria, carpintaria, corte e costura e serralharia

Muitas pessoas formadas nos pavilhões de artes e ofícios e nos centros de formação profissional estão inseridas no mercado de trabalho
Fotografia: Jornal de Angola

Os pavilhões de artes e ofícios e centros de formação profissional do Kwanza-Norte formaram 3.352 jovens desempregados desde 1997, com maior incidência nas áreas de desenho artístico, alvenaria, carpintaria, corte e costura e serralharia.
O director  em exercício do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) na província do Kwanza-Norte, Maurício Miguel, que revelou o facto, sexta-feira, em Ndalatando, acrescentou que os jovens foram ainda formados em informática, refrigeração, canalização, decoração, mecânica e agricultura.
Segundo Maurício Miguel, a reabertura dos centros de formação profissional em 1997 e a construção dos pavilhões de artes em 2008 permitiram a formação dos 3.352 jovens desempregados.
Maurício Miguel revelou que 96 jovens tiveram acesso directo ao mercado de emprego, desde o ano de 2006, na sua maioria em instituições de construção civil.
Fez igualmente saber que desde aquele ano, 11 jovens foram admitidos nas instituições de ensino profissional para leccionar, por terem sido os melhores.
Sublinhou que no presente ano foram inscritos 1.309 formandos, dos quais 996 foram admitidos, cuja frequência às aulas começou a 1 de Março passado, com término previsto para Novembro. Os cursos estão a ser ministrados em três centros de formação, situados nos municípios de Cazengo, Cambambe, Ambaca, Samba-Cajú e Kikulungo, com a participação directa de 35 formadores.
Pedro António, estudante do curso superior de física, disse ao Jornal de Angola que estava surpreendido com a dinâmica do Executivo em relação à criação nos últimos cinco anos de duas instituições do ensino superior a nível local, a escola superior politécnica e a pedagógica, que ministram cursos dos ramos de economia, direito, informática e ciências de educação.
“Tenho a plena certeza que nos próximos cinco anos a província do Kwanza-Norte terá recursos humanos suficientes para os vários domínios da vida pública, situação que pode garantir o desenvolvimento social, económico e cultura da região”, disse.
Sónia António apontou a criação dos centros de formação profissional e pavilhões de artes e ofícios como uma medida inteligente para o combate ao desemprego e redução da fome e pobreza no seio das famílias angolanas, pelo facto destas instituições garantirem formação até aos analfabetos.

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