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Milhares de pessoas adultas aprendem a ler e a escrever

Kátia Ramos| Ndalatando

Um total de 9.016 alunos concluíram com êxito, na semana finda, o primeiro módulo do processo de formação, alfabetização e aceleração escolar, nos módulos um e dois, correspondentes às quatro primeiras classes, na província do Kwanza-Norte, de um total de 15.291 inscritos, em 2010.

Mais de nove mil pessoas adultas aprenderam a ler e a escrever durante o ano findo
Fotografia: Kindala Manuel

Um total de 9.016 alunos concluíram com êxito, na semana finda, o primeiro módulo do processo de formação, alfabetização e aceleração escolar, nos módulos um e dois, correspondentes às quatro primeiras classes, na província do Kwanza-Norte, de um total de 15.291 inscritos, em 2010.
Segundo o chefe de Secção de Alfabetização e Ensino de Adultos, Sebastião Cutaba, durante o ano transacto, 3.506 reprovaram, enquanto 2.769 desistiram. Sebastião Luís disse que para o módulo dois inscreveram-se 1.350 alunos, dos quais 329 reprovaram e 259, de ambos os sexos, desistiram.
O também coordenador do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar (PAAE) sublinhou que o programa de alfabetização correspondente ao módulo um se destina a pessoas dos 15 aos 35 anos e o módulo dois abrange indivíduos com idade entre os 35 e os 85 anos.
Relativamente aos 530 alfabetizadores do módulo um existentes na província, disse que, destes, 230 ainda não receberam os seus subsídios, e que o módulo dois conta com 100 professores do ensino regular.
Sebastião Cubata disse que em Junho arrancam as aulas do segundo módulo e que os subsídios para 300 alfabetizadores e seis supervisores atingem um montante de 9.180.000 kwanzas, repartidos por seis centros.

Falta de quadros

O chefe de Secção de Alfabetização e Ensino de Adultos disse que a maior dificuldade reside na falta de transporte, para um melhor acompanhamento e funcionamento nos municípios, e a falta de quadros e outros meios, para o exercício do processo de alfabetização.
Segundo ele, a província necessita de pelo menos mais 100 alfabetizadores para cobrir alguns bairros e comunas que não possuem turmas, tendo acrescentado que nesta altura o maior objectivo passa pela implementação de turmas dentro das instituições do Estado, como unidades militares, policiais e comarcas, para permitir a adesão dos funcionários. 

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