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Ministério da Assistência Social apoia as famílias desfavorecidas

Manuel Tomás | Sumbe

A direcção provincial da Assistência e Reinserção Social (MINARS) apoiou, durante o ano transacto, no domínio da assistência, reintegração e promoção social, um total de 28.587 pessoas, das quais 12.782 com elevado grau de necessidades beneficiaram de assistência alimentar, assim como outros bens essenciais.

A direcção provincial da Assistência e Reinserção Social (MINARS) apoiou, durante o ano transacto, no domínio da assistência, reintegração e promoção social, um total de 28.587 pessoas, das quais 12.782 com elevado grau de necessidades beneficiaram de assistência alimentar, assim como outros bens essenciais.
Neste domínio foi ainda prestado apoio a 8.659 pessoas, entre órfãos, viúvas de guerra, mães solteiras, 4.385 pessoas portadoras de deficiências, bem como 4.350 vulneráveis civis, resultantes da desmobilização no quadro do memorando complementar do Luena.
Também se procedeu a recepção e posterior integração de mais 12 repatriados, perfazendo 768 regressados de países vizinhos, como a República Democrática do Congo (RDC). Foram também assistidos, em regime de internato, 41 idosos, concentrados nos lares do Sumbe e Porto Amboim.
De acordo com o relatório anual da direcção provincial do Minars, durante o ano passado foram distribuídas 457 toneladas de alimentos diversos, 168 toneladas de bens industriais e 6.017 chapas de zinco, que abrangeram os sinistrados de calamidades naturais.
O Minars indica que, através do programa de integração sócio económica, distribuiu, no pretérito ano, 120 triciclos manuais, 245 kits de assentamento dos repatriados e 337 kits profissionais para gerar rendimentos aos beneficiários.

Reinserção social de desmobilizados

Quanto à reinserção social de desmobilizados, o Minars ocupou-se da consolidação e potenciação de 13 projectos anteriormente financiados pelo Programa Geral de Desmobilização e Reinserção (PGDR), ligados ao sector agro-pecuário, que proporcionou 11.224 oportunidades de reintegração e abrangeu 7.325 ex-militares dos 16.066 controlados, e mais 3.899 pessoas vulneráveis.
Essas pessoas beneficiaram da construção de escolas, mercados, chafarizes, postos de saúde, centros infantis comunitários e outros de educação comunitária, bem como de reabilitação física e psicológica.
O relatório refere que 127 desmobilizados foram inseridos em projectos onde receberam kits profissionais, nas especialidades de serralharia, mecânica, moageira, embarcações de pesca artesanal e de moto-táxi.
Os 327 desmobilizados, dos quais 243 das ex-Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) e o restante das ex-Forças Militares da UNITA (FMU), enquadrados no projecto agro-industrial “Aldeia Nova”, no Wako-Kungo (Cela), foram potenciados na gestão de micro realizações, que incidem na avicultura, criação de gado leiteiro, relançamento da produção agrícola e alguns beneficiaram de residências nos aldeamentos reabilitados.
O sector controlou 8.342 crianças, das quais 5.510 em estado de desfavorecidas, que receberam apoio multiforme de diversos bens de primeira necessidade. A 1ª infância beneficiou de um Centro Infantil Comunitário e outro de Educação Comunitário (CIC-CEC), construído de raiz na localidade da Africana (Gabela), com capacidade para albergar 120 crianças.
Segundo o relatório, constam das linhas de força para as acções a executar este ano a implementação, monitorização e execução do programa do Governo para o reforço da reintegração social de desmobilizados e do programa de desminagem das áreas económicas e sociais, com vista a permitir a livre circulação de pessoas e bens.
Está igualmente prevista a conclusão e construção de novos centros infantis, no meio rural e peri-urbano, continuidade do programa de reunificação familiar das crianças separadas, realização de seminários sobre competências familiares e outras acções formativas para a capacitação do trabalhador social.

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