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Mordeduras de animais provocam várias mortes

Treze pessoas morreram em consequência de mordeduras de animais com raiva ocorridas na província do Kwanza-Norte, no período de Janeiro a Junho de 2010, segundo revelou o responsável do Departamento provincial de Vigilância Epidemiológica, Alfredo Mulanvo.
 

Populares respondem as campanhas de vacinação anti-rábica levando os animais
Fotografia: Jornal de Angola

Treze pessoas morreram em consequência de mordeduras de animais com raiva ocorridas na província do Kwanza-Norte, no período de Janeiro a Junho de 2010, segundo revelou o responsável do Departamento provincial de Vigilância Epidemiológica, Alfredo Mulanvo.
Em declarações à Angop, Alfredo Mulanvo informou que os referidos óbitos resultaram de um total de 428 casos de mordeduras de cães, gatos e macacos nos municípios de Cazengo (sede provincial), Golungo Alto, Samba Cajú, Banga, Bolongongo e Cambambe.
O responsável apontou as crianças como sendo as mais afectadas, perante o registo de cento e dezassete casos de mordeduras, envolvendo menores e com um saldo de três óbitos.
Alfredo Mulanvo esclareceu que as crianças são as mais afectadas por tencionarem provocar e atirar pedras contra os cães, que em defesa recorrem ao ataque.
A instituição, referiu, mantém actualmente três pacientes sob observação por se encontrarem em situação de risco, após terem sido atacadas por animais suspeitos de possuírem o vírus da raiva.
A procura tardia dos serviços de saúde, em caso de mordeduras de animais, constitui, na óptica do responsável, a principal causa de morte em consequência da raiva na província.
Esclareceu que a administração da vacina anti-rábica humana ocorre apenas caso se note algum sintoma de raiva no animal, ou em caso de tratar-se de um cão vadio, de forma a salvaguardar a saúde do indivíduo.
Caso se tratar de um animal identificado, referiu, a vítima de mordedura e o animal são submetidos a um acompanhamento dos técnicos de saúde e veterinários durante dez dias, período que vai determinar a administração ou não da vacina anti-rábica humana.
Alfredo Mulanvo garantiu que a situação da raiva na província não é preocupante, em virtude da maioria dos casos de mordeduras terem estado a envolver animais identificados, aliada a existência de stoks suficientes de vacinas na província.
Com vista a inverter a situação da raiva na província, o responsável revelou que o sector da saúde continua empenhado na mobilização dos cidadãos sobre os cuidados a ter com os animais, tendo realçado a importância de vacinar os cães e mantê-los num local fechado ou presos.
Em caso de mordeduras, Alfredo Mulanvo aconselha os cidadãos a não sacrificarem os animais, devendo as pessoas mordidas lavarem o local afectado com bastante água e sabão e a procurarem imediatamente a unidade sanitária mais próxima.

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