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Mortalidade baixa

Kátia Ramos, Kayila Silvina e Solange da Silva| Ndalatando

Os índices de mortalidade infantil registaram a nível da cidade de Ndalatando, província de Cuanza Norte, uma baixa na ordem dos 15 por cento, após o surgimento do Hospital Materno Infantil, considerou quinta-feira o director desta unidade sanitária.

Anteriormente a unidade materno-infantil funcionava numa sala adjacente ao Hospital Provincial sem condições de atendimento
Fotografia: Genivaldo Fonseca| Ndalatando

Arão da Silva salientou que além da redução de óbitos em crianças, após a criação da unidade materno-infantil, há dois anos, as mortes maternas também registaram uma baixa considerável na ordem dos 30 por cento. O director do hospital avançou que durante o ano passado, o estabelecimento de saúde averbou 2.892 partos, sendo 390 por cesarianas.
Os resultados positivos nesta área, que atende principalmente a mulher grávida e crianças, evoluíram também por causa da entrada em funcionamento de equipamentos modernos.
Anteriormente, a unidade materno-infantil funcionava numa sala adjacente ao Hospital Provincial, sem condições de atendimento. Hoje, a mesma conta com 130 camas, disse o director. Para garantir o funcionamento da instituição, estão 17 médicos de diversas especialidades, com destaque para clínica geral, obstetrícia, pediatria, ginecologia e neonatalogia. Estes profissionais são auxiliados por 96 enfermeiros, sendo oito parteiras especializadas, e por mais 250 outros técnicos. Recentemente, explicou o director da unidade materno-infantil, abriram as consultas de neurologia infantil, na área da pediatria, e de consultas de infertilidade.
Arão da Silva disse que diariamente a unidade sanitária realiza mais de 60 consultas a grávidas e crianças. O médico considerou positivo o desenvolvimento das actividades durante o ano de 2014, uma vez que uma das maiores preocupações das autoridades sanitárias tinha a ver com as mortes maternas Uma das causas da elevada mortalidade tinha a ver com a chegada tardia das parturientes ao hospital. “As mentalidades mudaram e as mulheres grávidas deixaram os tratamentos caseiros e vão aos serviços, desde o princípio da gravidez.” Apesar disso, Arão da Silva disse estar ainda preocupado com algumas mulheres grávidas que continuam a não frequentar regularmente as consultas pré-natais, situação que coloca em risco as suas vidas e a de seus bebés. Na área pediátrica, a patologia mais frequente é a malária. Em 2014, pelo menos 2.192 crianças foram afectadas e 140 morreram por causa da doença. No sector da neonatologia, o hospital registou o internamento de 437 bebés e o falecimento de 78 outros.
O hospital fez ainda, no ano passado, mais de 32 mil análises clínicas, cinco mil ecografias, 4.494 consultas de ginecologia, 5.274 de obstetrícia e 510.697 de puericultura.
A unidade tem um serviço de urgência permanente. Uma Organização Não-Governamental tem dado palestras sobre os perigos dos tratamentos tradicionais, importância da mulher grávida nas consultas durante e após a gravidez, bem como a necessidade de vacinação em mulheres e crianças.

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