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Mortalidade materno-infantil preocupa autoridades

André Brandão | Ndalatando

O director da Saúde no Cuanza Norte salientou, na cidade de Ndalatando, a importância de se desenvolverem esforços nas comunidades para se diminuir em mais de 50 por cento a mortalidade materno-infantil.

Mulheres e crianças são aconselhadas a usarem mosquiteiros impregnados e a procurarem os hospitais em casos de doença
Fotografia: Eduardo Pedro

Manuel Varela, que integra também o Conselho Provincial da Criança, disse que, apesar das estatísticas ainda preocuparem, há indicadores que os casos de mortalidade materno-infantil vão baixar gradualmente.
As unidades fixas de saúde, declarou, devem dispor de todos os serviços, à excepção de emergências obstétricas graves, equipas avançadas e móveis, que servem quem vive entre cinco e dez quilómetros da unidade de saúde.
Para as intervenções promovidas no âmbito do programa de saúde materno-infantil, sugeriu a promoção do aleitamento exclusivo até os seis meses, aumento da cobertura de vacinação de crianças de um ano e administração da vitamina A entre os seis meses e cinco anos, pelo menos duas vezes por ano.
Também sublinhou a importância do uso por crianças até aos cinco anos e mulheres grávidas de mosquiteiros tratados com insecticida de longa duração, das consultas pré-natais e de partos assistidos por técnicos habilitados. O médico, que falava numa palestra para alunos do Instituto Médio de Saúde Arminda Faria, referiu-se igualmente do direito da criança à saúde.
Manuel Varela realçou igualmente as vantagens  de rehidratação oral nas crianças até aos cinco anos, que tenham diarreia e na prevenção da transmissão vertical de VIH/Sida.
O orador disse ser imprescindível que se assegure um ambiente saudável e sustentável às crianças e que isso é possível com o aumento até ao fim do ano do acesso à água potável em 80 por cento e do   saneamento para 85 por cento nas áreas urbanas e de 50 por cento nas rurais.

Prioridade às crianças

O director provincial do Instituto Nacional da Criança (INAC) lembrou que as crianças são a prioridade absoluta e que têm sido desenvolvidas acções para lhes garantir os direitos que lhes assistem, principalmente nas áreas da saúde e da educação, mas também do direito ao registo do nascimento.  José Maria lamentou que na província do Cuanza Norte ainda haja crianças vítimas de várias espécies de violência, “um problema muito sério”, principalmente a fuga à paternidade e ao cumprimento do dever paternal. O Instituto Nacional da Criança realizou recentemente uma palestra no posto policial do bairro Camundai para tentar sensibilizar pais e outros encarregados de educação sobre a importância de assumirem responsabilidades e contribuírem para o bem-estar das crianças, das famílias da região e da sociedade.

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