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Muitas pessoas mordidas por cães em Ndalatando

Kátia Ramos | Ndalatando

Mais de 200 pessoas foram mordidas por cães desde o início do ano, anunciou ontem o chefe dos Serviços de Veterinária de Ndalatando. João Alfredo disse que mais de mil animais de estimação foram vacinados pelas autoridades veterinárias, para diminuir os casos de raiva.

Autoridades veterinárias da província prevêem realizar outras campanhas de vacinação
Fotografia: Kátia Ramos | Ndalatando

Apesar das várias campanhas de vacinação realizadas pelas autoridades provinciais, continua a haver muitos donos de animais que fogem à obrigação de levar os seus bichos à vacinação, lamentou. Devido a esta situação, as pessoas continuam a ser mordidas por cães raivosos em Ndalatando.
O caso mais recente aconteceu na semana passada, quando uma mulher grávida, de 37 anos, foi atacada por um cão raivoso e acabou por falecer dias depois, no Centro Materno Infantil de Ndalatando, por assistência médica tardia, uma vez que só procurou o hospital cinco dias depois de ter sido mordida.
O director da unidade, Arão da Silva, explicou que, na altura do incidente, a paciente estava grávida de nove meses e apenas aguardava o dia do parto.
Depois de ter sido mordida devia ter procurado os serviços de vacinação anti-rábica nas 24 horas seguintes, para se evitar a expansão da doença no organismo, o que não aconteceu.
O sítio do corpo onde o cão mordeu apresentava, passados cinco dias, cor verde, e a mulher já tinha sinais de agressividade e tendência para morder quem se aproximasse dela. Apesar da situação, o corpo clínico  ainda tentou salvar o bebé, mas os esforços foram em vão, porque também acabou por nascer morto. As autoridades veterinárias prevêem realizar outra campanha.

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