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Munícipes utilizam cada vez mais transportes públicos

Kátia Ramos | Ndalatando

A frota de transportes públicos de carácter inter-provincial e municipal no Kwanza-Norte está a facilitar a movimentação dos munícipes dentro e fora da província, afirmou  quinta-feira o director provincial dos Transportes e Comunicações, Victorino Abel.

Director provincial do Kwanza-Norte dos Transportes e Comunicações
Fotografia: André Brandão | Ndalatando

A frota de transportes públicos de carácter inter-provincial e municipal no Kwanza-Norte está a facilitar a movimentação dos munícipes dentro e fora da província, afirmou  quinta-feira o director provincial dos Transportes e Comunicações, Victorino Abel.
De acordo com o mesmo, a região recebeu há dois anos 72 autocarros, no âmbito do sub-programa nacional de importação e distribuição de meios rolantes para todos os municípios, comunas e outras localidades da região, entregues às operadoras: Casa Matadi, Lupessi, Macom e Arqui-Obras.  Ele confirma que a entrada em circulação desses meios reduziu o défice de transportes públicos que se fazia sentir na província.
Para o director, a minimização das dificuldades existentes passa pelo reforço da fiscalização da licença de aluguer que deve ser autorizada pelos comandos provinciais da Polícia Nacional.
Informou que os autocarros inter- provinciais fazem as rotas de Luanda, Malange, Uíge, Huambo e Kwanza-Sul – sendo que a nível municipal, os transportes cobrem todos os municípios e comunas, com  excepção de Ngonguembo, em função do mau estado das vias de acesso. As tarifas variam entre 500 a 2000 kwanzas. Quanto às carreiras locais, as rotas mais utilizadas são às do Instituto Médio Agrário (IMA), Camundai, Tiro-aos-pratos, Ndalatando1/Kissecula e Canhoca, Pedreira/ Quirima eKambambe/Cassoalala.   Os preços praticados nestes itinerários variam de 100 a 500 Kwanzas.
A cidadã Elisa Malundo, 53 anos de idade, residente município do Kiculungo mostrou-se satisfeita devido à facilidade de ligação que se verifica entre a zona rural e urbana. Salienta que anteriormente a viagem durava muito tempo e, hoje, com a entrada em funcionamento, os autocarros reduziram o tempo do percurso para apenas, duas horas. Acrescentou, que o hospital do Kiculungo regista muitas dificuldades, pelo que optou por fazer o tratamento de malária lhe foi diagnosticada, em Ndalatando, capital do Kwanza-Norte. Disse que algumas vezes faz a rota duas vezes por dia. “Hoje está muito fácil viajar. Os autocarros são bastante confortáveis e isso agrada-me”, sublinhou, assinalando que há seis anos era muito difícil viajar de um município para o outro devido às estradas degradadas. Para desconforto dos passageiros, estes eram transportados em condições precárias, nas carinhas, correndo riscos por falta de alternativas. O funcionário público Manuel Mateus Segunda de 49 anos, disse que viaja todos os dias de Ndalatando ao Golungo-Alto e vice-versa, com os autocarros das empresas, estando feliz pelo trabalho que fazem, para além das melhorias substanciais que as vias de acesso registam.

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