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Município constrói o presente a pensar no futuro

Marcelo Manuel | Quiculungo

A construção e a reabilitação de infra-estruturas sociais, económicas, desportivas e culturais de Quiculungo, 147 quilómetros de Ndalatando, começam a melhorar a imagem do município.

A aposta na educação com a construção de escolas é das prioridades dos responsáveis municipais que preparam um amanhã melhor
Fotografia: Nilo Mateus | Ndalatando

A maioria são, ou foram, desenvolvidas pelo Governo Provincial, no âmbito do Programa de Combate à Fome e à Pobreza, mas também há as de iniciativa privada.
Entre todas salientam-se um centro cultural, desportivo e recreativo, mercado municipal, o Centro de Tratamento e Internamento de Tuberculose, um hotel com quatro pisos e a fábrica de torrefacção e empacotamento de café.
O centro cultural, cujas obras de requalificação, orçadas em 200 milhões de kwanzas e iniciadas em Março estão quase concluídas, tem auditório, com 170 lugares, biblioteca com obras em papel e virtuais, gabinetes para reuniões, zonas de lazer e prestação de serviços, restaurante, salão de festas, um campo desportivo multiusos, com bancadas, parque infantil e área técnica.
O mercado municipal, construído de raiz em 500 metros quadrados e já concluído, tem 140 lugares para vendedores, sala para a direcção administrativa, quatro armazéns, duas câmaras frigorífica de 20 pés cada uma e casas de banho.
Destina-se a servir também os habitantes dos municípios de Bolongongo e Banga. O apelo das autoridades municipais ao investimento privado começa a surtir efeito, como se verifica com o surgimento do primeiro hotel, que deve estar concluído no próximo ano, restaurantes, a fábrica de torrefacção e empacotamento de café e empresas de construção.
O administrador municipal, Gaspar Quintas, afirmou ao Jornal de Angola que a instalação da fábrica permite que produção do café do norte da província, principalmente dos municípios de Ambaca, Quiculungo, Bolongongo e Banga, de cerca de 500 toneladas anuais, seja aproveitada.

 Educação e Saúde

 Quiculungo tem 22 escolas do ensino primário, duas para o I ciclo e uma do segundo. O mais recente destes estabelecimentos de ensino, na comunidade de Quimeia, com quatro salas, destina-se a funcionar em dois turnos.
O número de professores ronda os 200, dos quais 51têm formação básica, 116 são técnicos médios, 32 bacharéis e um mestre.
O município do Quiculungo tem dez postos de saúde,  um centro médico municipal, com 35 camas, e outro, a três quilómetros da vila, para tratamento da tuberculose, com capacidade para internar oito doentes,  duas enfermarias, laboratório e depósito de medicamentos.
O município tem um médico e 33 enfermeiros. As doenças mais frequentes são a malária, febre tifóide, doenças respiratórias e diarreias.
O administrador municipal referiu ao Jornal de Angola  que estão a ser criadas condições para a instalação de uma linha com dez quilómetros para o transporte de energia eléctrica a partir da subestação do sector do Pambo do Sonhy, Samba Caju.

Desenvolvimento da região

Gaspar Qunitas lembrou que o investimento, que responde ao desejo da população, vai impulsionar o desenvolvimento do município por permitir o fornecimento constante  de energia eléctrica às indústrias.
O fornecimento e consumo de água potável é facilitado por  município ser rico em recursos hídricos, o que permite a construção de chafarizes e fontenários em várias áreas.
O município do Quiculungo, a 136 quilómetros de Ndalatando,  capital do Cuanza Norte, com 475 quilómetros quadrados, tem cerca de 12 mil habitantes que se dedica ao cultivo de café, mandioca, feijão, banana jinguba e hortícolas. No município há também, seis cooperativas agrícolas. As frutas mais produzidas são manga, abacate, mamão e o ananás.

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