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Município de Ambaca rumo ao progresso

André da Costa| Ambaca

O município de Ambaca está a mudar de visual. Hoje, já se encontram diversos serviços disponíveis, entre os quais duas agências bancárias, um centro de formação profissional, água e luz eléctrica, duas escolas do ensino médio e dezenas do ensino primário.

Máquinas e homens não param de dar vida ao município através das obras de reabilitação de várias infra-estruturas de impacto social
Fotografia: Santos Pedro

O município de Ambaca está a mudar de visual. Hoje, já se encontram diversos serviços disponíveis, entre os quais duas agências bancárias, um centro de formação profissional, água e luz eléctrica, duas escolas do ensino médio e dezenas do ensino primário. Os jovens da região beneficiam de cursos de formação profissional de informática, canalização, pedreiro e electricidade, no Instituto de Formação Profissional (INEFOP).
Máquinas e homens não param de dar vida ao município, através das obras de reabilitação de estradas. Em Ambaca, estão em construção 100 casas sociais e 50 evolutivas para a população.
A nível da Educação, foi construída uma escola do ensino médio. Em todas as comunas, foram reabilitadas e construídas instituições escolares e casas para professores.
Ambaca e arredores já possuem luz eléctrica, água potável e está em curso um programa que visa a recuperação do centro de distribuição de água potável da vila de Camabatela.
As comunas do Luinga, Tango e Maua também já têm água potável e outras duas comunas vão ter em breve. O administrador José Ranque Franque disse que está em curso, no município, o projecto de construção do novo matadouro.
No passado, o município foi um grande potencial pecuário, com uma população animal acima das 100 mil cabeças de gado.
Neste momento, decorrem acções para o relançamento da produção animal, com sete mil cabeças, numa primeira fase.
O município tem cerca de 200 professores e uma população estudantil na ordem dos 12 mil estudantes. O número de professores, salientou Ranque Franque, não satisfaz a procura, uma vez que existem comunas onde são necessários mais de 50. O emprego para a juventude é um grande desafio e o Balcão Único do Empreendedor (BUE), que abriu em finais do mês passado, é uma janela de oportunidades para a criação de negócios próprios.

Requalificação de Camabatela


A vila de Camabatela tem um traçado arquitectónico característico que vem desde a era colonial, apesar da zona periférica ter crescido de forma desorganizada, para travar esta tendência, está em fase de aprovação o plano director do município, instrumento que vai regular o crescimento da circunscrição de forma ordenada. 
O administrador disse que já é notória a presença de empresas privadas na vila, com o surgimento de bancos comerciais, telemóvel e outras iniciativas.
A reabilitação de estradas é o factor que vai impulsionar o surgimento de mais investidores a nível da vila, onde a agropecuária é a principal actividade da população.Quanto ao turismo, vai merecer uma atenção especial por parte das autoridades, com particular incidência nas quedas do Canhongo, na comuna do Bindo.
 Para o fomento do turismo, Ranque Franque anunciou a reabilitação da via que liga o Lucala ao Uíge. Os troços Camabatela/Negage e Camabatela/Tango, já reabilitados, estão igualmente a facilitar a circulação. “A reabertura de mais estradas vai dar a possibilidade de descoberta de outros pontos turísticos”, disse o administrador.
O Hospital Regional de Camabatela está a facilitar o atendimento aos pacientes das províncias do Uíge, Malange e Kwanza-Norte.  Com dez blocos, que comportam áreas administrativas, salas de parto e de consultas externas, banco de urgência, farmácias, laboratórios, bloco operatório, entre outras, as obras  custaram cerca de 1,5 mil milhões de kwanzas.
A unidade, que presta serviços nas áreas de oftalmologia, ginecologia, obstetrícia, pediatria, farmácia e cirurgia, conta igualmente com dezenas de residências para alojar os médicos.

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