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Município de Bolongongo está a viver dias melhores

Silvino Fortunato | Ndalatando

Os orçamentos aplicados em vários programas traçados pelo governo provincial estão gradualmente a produzir efeitos significativos em Bolongongo, município com 10.820 habitantes.

Estão em curso na região várias acções para melhorar o nível de vida da população
Fotografia: Silvino Furtunato | Ndalatando

Os orçamentos aplicados em vários programas traçados pelo governo provincial estão gradualmente a produzir efeitos significativos em Bolongongo, município com 10.820 habitantes.
O Daniel Velho assinala que a Administração Municipal tem conseguido avanços importantes, sobretudo nos domínios do fornecimento de água canalizada, melhoria das estradas e no combate à situação de crianças fora do sistema de ensino. Além disso, está determinada em concluir, no próximo ano, a tarefa de distribuição de água canalizada a todas as aldeias.
A água canalizada jorra em chafarizes de 50 aldeias, onde também foram construídas lavandarias. O administrador precisou que falta levar o líquido a sete localidades, para a cobertura total do município, estando a ser realizados estudos para fazer chegar a água a estas aldeias, através de moto bombas ou de sistemas de energia solar.

Desenvolvimento rural

“Até ao próximo ano, temos de cumprir a nossa obrigação de fazer chegar a água às localidades em falta”, sublinhou Daniel Velho.
As aldeias do Mulengo, da Praia, Canzele, Cote e Quindunge e Quivota e a sede comunal de Quiquiemba ainda não têm água canalizada, segundo o administrador.
No entender do administrador, as referidas aldeias ficam em lugares montanhosos, cuja altitude impede o fornecimento de água através de sistemas de gravidade.
“Todas as tentativas que efectuámos não surtiram os efeitos desejados. Por isso, há a necessidade de se adquirirem outros meios capazes de contraporem a situação”, justificou Daniel Velho.
O administrador considerou positiva a execução do programa de desenvolvimento rural e combate à fome e pobreza, “embora os recursos não sejam suficientes, podemos avaliar que estamos a caminhar bem”. Daniel Velho afirmou que graças a este programa, os camponeses, pela primeira vez, estão a dispor de terrenos preparados por tractores, o que pressupõe o aumento das colheitas e das reservas para as sementeiras posteriores.
Também a circulação rodoviária, nas vias secundárias e terciárias, está melhor.
Os serviços médicos e escolares conhecem, igualmente, grandes progressos, devido à construção de novos postos médicos e escolas, nas comunidades que ficam distantes das vilas.
Desde 2002, a Administração local criou 17 novas salas de aula e reabilitou três postos de saúde.
O município conta com um centro médico e oito postos de saúde. Um médico, dois técnicos médios e 19 básicos encarregam-se pela assistência médica à população. 
Antes de 2009, o acesso a aldeias como Bengi, Quindunge e Quivota era feito com muitas dificuldades, devido à degradação das estradas.
Nos últimos anos, foram construídos alguns pontecos (pontes de menores dimensões) que permitem a ligação entre as sedes comunais de Quiquiemba e Terreiro, e entre algumas aldeias. 
Graças ao trabalho que está a ser feito, já é visível a circulação automóvel e o consequente aumento de trocas comerciais. No entanto, nos troços Bolongongo/Canzele, com cerca de 30 quilómetros, e Mulengo/Canzele e Canzele/ Balamo o trânsito flúi com dificuldades. Há também trabalhos de reconstrução na via Samba Cajú/Bolongongo, com passagem pelo Quiculungo. Esta via vai atravessar o rio Ndaji, dando acesso à comuna da Vista Alegre, no Uíge.
Há dois anos, as pessoas atravessavam o rio através de uma ponte artesanal, denominada quianvu (ponte artesanal feita de cordas), com todos os riscos inerentes.
O administrador do Bolongongo recordou que a estrada que dá acesso a Ndalatando, a sede provincial do Kwanza-Norte, foi completamente reabilitada. “Hoje, fruto dessa reparação, pode-se ir a Ndalatando e regressar no mesmo dia. Podemos ir às comunas do Terreiro e Quiquiemba e regressar no mesmo dia, sem grandes dificuldades”, disse Daniel Velho.

Vila com nova imagem

O executivo provincial está a levar a cabo trabalhos de recuperação das infra-estruturas da vila de Bolongongo, que fica a cerca de 150 quilómetros a norte de Ndalatando, segundo Daniel Velho.
Entre as actividades, destaque para aplicação de tapete asfáltico nas ruas da vila, a colocação de novas portas e janelas em todas as residências, substituindo as chapas de zinco, herança da guerra.
A total recuperação do clube recreativo de Bolongongo, construído em 1969, o arranjo dos jardins e a construção de novas salas de aula, assim como a recuperação do centro médico constam entre as prioridades das autoridades.
A estas tarefas adicionam-se a reabilitação da rede eléctrica e da iluminação pública e doméstica, através de geradores eléctricos de grande potência.
“As pessoas já estão a ver as imagens da nossa televisão, a beber água fresca e as mulheres a passarem a roupa a ferro, sem constrangimentos”, garantiu o administrador Daniel Velho.

Infra-estruturas em Quiquiemba

A comuna de Quiquiemba, duramente fustigada durante a guerra, está localizada a cerca de 50 quilómetros da vila de Bolongongo.
 A sede comunal possui poucas habitações, vivendo a maior parte dos seus habitantes nas aldeias.  
As autoridades têm vindo a fazer alguma intervenção, destinada a melhorar a situação imobiliária da vila. Em termos de infra-estrutura de impacto social, estão a registar-se muitas melhorias. A título de exemplo, o administrador indicou a reinauguração, em Novembro, de uma escola com três salas, que permitiu a inserção de mais crianças.
Está em curso a reabilitação da residência do administrador comunal. Daniel Velho asseverou estarem já a arrumar os materiais para o início da construção de um posto de saúde e uma residência para os técnicos de saúde.
A nível dos programas preconizados pelo governo provincial, de acordo com Daniel Velho, vai ser reabilitado o imóvel da Administração comunal de Quiquiemba, e a ser construída uma nova residência para o administrador.

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