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Ndalatando com menos casos da doença

Kátia Ramos| Ndalatando

O hospital central de Ndalatando, na província do Kwanza-Norte, registou uma redução de 31 casos de tuberculoses durante o primeiro semestre deste ano, em comparação às estatísticas do mesmo período do ano transacto.

A unidade possui fármacos suficientes para o tratamento de todos os que ali chegam
Fotografia: Jornal de Angola

O hospital central de Ndalatando, na província do Kwanza-Norte, registou uma redução de 31 casos de tuberculoses durante o primeiro semestre deste ano, em comparação às estatísticas do mesmo período do ano transacto.
O supervisor provincial do Programa de Grandes Endemias, Barros Pegado, referiu que, este ano, a unidade hospitalar registou um total de 526 novos casos de tuberculose contra os 557 detectados, em 2010. A doença causou a morte de 15 pessoas, boa parte delas pela chegada tardia a unidades clínica, e provocou o internamento de outras nove.
O hospital de Ndalatando tem apenas disponíveis sete camas para internar os doentes com tuberculose, daí que a maioria dos pacientes sejam tratados em sistema ambulatório, disse Barros Pegado, garantindo que a unidade possui fármacos suficientes para o tratamento de todos os que ali chegam.
O técnico do Programa de Grandes Endemias salientou que as principais causas da tuberculose, em Ndalatando, têm a ver com a fraca participação das pessoas nos exames de rotina, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo e pouca participação das mães na vacinação dos seus filhos recém nascidos.
Na sua maioria as pessoas afectadas têm entre 15 e 60 anos de idade. Para sensibilização da população e conseguir reduzir a incidência da doença, o departamento de saúde pública tem desenvolvido palestras de prevenção contra a doença, sobretudo nas comunidades suburbanas. Pegado explicou que o tratamento da doença dura normalmente oito meses, nos casos considerados do primeiro nível. Ao paciente são ministrado medicamentos, como a refampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.
No segundo nível, o tratamento dura cerca de um ano, por ser mais delicado. Para um maior controlo, os doentes são obrigados a tomar o medicamento na presença dos especialistas.

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