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Novo cemitério municipal é construído este ano

Manuel Fontoura

A cidade de Ndalatando, sede municipal de Cazengo, na província do Cuanza-Norte, vai  contar, antes do final deste ano, com um novo cemitério municipal, a ser construído no bairro Catome de Cima, ao lado do actual.

Capim precisa ser cortado no cemitério do bairro Catome
Fotografia: Nilo Mateus | Edições Novembro

O  cemitério que funciona até agora foi aberto em 2006 pela Administração Municipal de Cazengo, devido à falta de capacidade do cemitério do bairro da Kipata, mas, passados 12 anos, já não tem espaço para mais campas. Com uma ligeira inclinação, o recinto não dispõe de arruamentos e os enterros são feitos de forma desordenada, o que propicia actos de vandalismo.
Com  150 metros quadrados, a construção do cemitério serviu na altura de solução para  acabar com a deposição de mais de um corpo na mesma campa no cemitério municipal da Kipata.
Segundo a administradora municipal-adjunta para os serviços técnicos e infra-estruturas, Helena Pereira, o novo cemitério está a ser construído numa área com  cinco hectares já vedados, para 5.190 campas, além de áreas devidamente separadas para funerais de adultos e de crianças.
Neste momento estão a ser executados trabalhos de preparação dos solos e loteamento, para permitir que no futuro os funerais sejam feitos condignamente.
A administradora-adjunta de Cazengo disse que as obras não decorrem com a velocidade prevista, por causa do atraso no pagamento de facturas por parte do Ministério das Finanças, fruto da conjuntura económica do país.
Sem adiantar os custos das obras, Helena Pereira sublinhou que inicialmente tinham um valor estipulado, mas  depois, dada a configuração do terreno e pelos constrangimentos encontrados no local, como áreas acidenta-das, a par de muitas rochas encontradas no terreno, o orçamento foi alterado. Segundo Helena Pereira, mesmo sem as obras do novo cemitério terminarem, a administração vai criar no local um espaço organizado para que se possam realizar funerais nos próximos tempos. 
De acordo com Helena Pereira, em termos de organização, a Administração Municipal de Cazengo está a fazer um estudo de urbanização, com arruamentos, divididos por quarteirões e com as áreas  definidas, para facilitar a organização do novo espaço fúnebre.
Às famílias que vão acorrer a este cemitério já não lhes será permitido fazer enterros de forma desorganizada, vai haver  rigor, as campas vão ser devidamente identificadas com placas de sinalização”, disse.
A administradora municipal-adjunta disse que estão a ser feitos estudos para apurar a média de funerais realizados diariamente no município de Cazengo, para se determinar o tempo de vida útil do novo cemitério.
“Depois de se determinar o tempo de vida útil do novo cemitério podemos regressar à primeira fase, uma vez que o tempo de permanência dos corpos no solo é de cinco anos. Quando chegarmos ao limite de tempo, teremos a prerrogativa de começarmos a fazer a exumação dos primeiros corpos, para dar lugar a outros”, acrescentou Hele-na Pereira, para explicar que, tão-logo seja aberto o novo cemitério, o antigo deve ser encerrado e só estará aberto para visitas e homenagens, tal como acontece no cemitério da Kipata.
Só o cemitério do bairro Catome de Cima está aberto para funerais e os demais são utilizados à revelia.

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