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Novos empreendimentos sociais são construídos no Gulungo Alto

Silvino Fortunato | Ndalatando

Vários empreendimentos sociais foram colocados, na última semana, à disposição da população do município do Golungo Alto, província do Kwanza-Norte.

Posto médico dispõe de condições para internamento sala de parto, de consultas pré-natais e enfermaria para homens e mulheres
Fotografia: Jornal de Angola

Vários empreendimentos sociais foram colocados, na última semana, à disposição da população do município do Golungo Alto, província do Kwanza-Norte. Trata-se de uma escola, posto médico, mercado e seis casas para o acolhimento de quadros, inaugurados pelo governador provincial Henrique André Júnior.
As infra-estruturas foram edificadas pela administração do Golungo Alto, no âmbito dos programas locais que visam a supressão das dificuldades sociais e económicas com que se debatem as populações do município, disse o administrador Cirilo Matias Mateus.
Entre as instituições reinauguradas pelo governador Henrique André Júnior destacam-se o posto médico da comuna de Kiluanji, cuja população, estimada em mais de 5.000 habitantes, percorria cerca de 12 quilómetros a pé em busca de serviços sanitários na vila do Golungo Alto.
O posto médico, com cinco camas para internamento, possui salas de parto e de consultas pré-natais, área de imunização, enfermarias para homens e mulheres, uma farmácia, consultórios, entre outros compartimentos. De acordo com Cirilo Matias, a comuna de Kiluanji vivia grandes problemas na área da saúde, uma vez que o posto ora reinaugurado atendia apenas consultas de rotina e não estava capacitado para acudir casos ligados à maternidade e outros serviços complexos.
A reconstrução e apetrechamento do posto médico da comuna de Kiluanji custaram 11 milhões de kwanzas aos cofres do Estado, referiu o administrador comunal.
Na vila do Golungo Alto, o governador provincial inaugurou cinco salas, todas anexas à escola primária nº 19 “António Jacinto”. Estes compartimentos, cuja construção e apetrechamento orçaram em 32 milhões de kwanzas, vão acolher 120 alunos, que se juntam aos anteriores 1.680 discentes do referido estabelecimento estudantil. Nesta altura, o município conta com todos os níveis do ensino geral, restando a instalação de núcleos universitários.
A ausência deste nível de ensino tem feito com que os estudantes, assim que terminem o escalão médio, sejam obrigados a abandonar o Golungo Alto para que possam frequentar a universidade noutras paragens.
As seis casas, saliente-se, foram instaladas para acolher quadros que optem em trabalhar no município do Golungo Alto. Cada uma destas residências possui dois quartos, sala, cozinha e lavatórios, que foram completamente mobilados e equipados. A construção e apetrechamento das mesmas custaram 57 milhões de kwanzas. O governador entregou igualmente à administração municipal um tractor e outros meios de limpeza, recolha de lixo e saneamento da vila do Golungo Alto. Os meios atingiram os seis milhões de kwanzas.
Os populares, sobretudo idosos e de baixa renda, cujas residências tinham sido danificadas pelas chuvas, foram contemplados com chapas de zinco.
 O governador provincial, Henrique Júnior, disse que o Executivo está sempre atento aos problemas com que se debatem as populações, procurando dar respostas aos mesmos com alguma prontidão.
No mercado municipal foram colocadas 48 novas bancadas de betão, em substituição das anteriores, que se encontravam consideravelmente degradadas. O edifício ganhou igualmente balneários públicos e um escritório para o gerente, uma empreitada que custou 11milhões de kwanzas.
Os vendedores foram exortados a cuidar do património, observando as normas de saneamento, numa altura em que os mesmos já foram autorizados a iniciar as vendas no local. O governador visitou ainda, no Golungo Alto, as obras de construção de um complexo habitacional para o acolhimento de professores, transferidos para o município.
 Os compartimentos começaram a ser erguidos em Junho do ano transacto e a sua conclusão está prevista para este primeiro semestre.
Cirilo Matias explicou que a construção dos quartos, tipo suite, visa assegurar a permanência dos docentes na região do Golungo, tendo em conta que “muitos professores transferidos para a localidade acabam por regressar a Ndalatando, por falta de residências”, disse.

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