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Número de alfabetizados cresce no Kwanza-Norte

André Brandão | Ndalatando

O programa de ensino de adultos no Kwanza-Norte, desde que começou, em 2007, já ensinou 25 mil pessoas a ler e a escrever, revelou, ao Jornal de Angola, o chefe da secção provincial na cidade de Ndalatando, a capital da província.

Mulheres querem aprender mais para dar a sua contribuição em todos os sectores
Fotografia: Jornal de Angola

O programa de ensino de adultos no Kwanza-Norte, desde que começou, em 2007, já ensinou 25 mil pessoas a ler e a escrever, revelou, ao Jornal de Angola, o chefe da secção provincial na cidade de Ndalatando, a capital da província.
No primeiro trimestre deste ano, disse Sebastião Cutaba, inscreveram-se 8.359 alunos, dos quais 4.725 concluíram a aprendizagem com aproveitamento.Os dados números, afirmou, são animadores e “os iletrados estão cada mais interessados a aprender a ler e a escrever”
Em 2009, referiu, inscreveram-se 19.273 pessoas das quais 9.543 passaram para a fase seguinte.
A secção do ensino de adulto, em parceria com outras instituições, tem realizado acções de sensibilização nos bairros e nas áreas rurais.A província tem apenas dois centros, um em Ndalatando, que recebe alunos que frequentaram antes os módulos 1 (1ª e 2ª classes) e 2 (3ª- e 4ª), aptos para frequentarem os módulos 3 (5ª- classe) e 4 (7ª-, 8ª e 9ª classes), segundo o programa de alfabetização.
As mulheres são as que mais frequentam as aulas de alfabetização, disse Sebastião Cutaba, ao passo que muitos homens desistem por “complexo de inferioridade”.
Chegam a exigir uma sala específica só para homens”, disse.
O mais grave, lamentou, é que os homens, com idades entre os 20 e 35 anos, quando desistem, proíbem as parcerias de frequentar as aulas com medo de serem ultrapassados, em termo de nível académico.

O testemunho dos formandos

Teresa Diogo, 39 anos, mãe de quatro filhos, é uma das muitas centenas de mulheres que deixaram a vergonha de lado e aderiram ao programa de alfabetização. O seu principal objectivo era aprender a ler e a escrever.Agora que deu um dos primeiros passos para concretização do sonho, sente-se confiante para prosseguir, esquecendo os dias de humilhação e troça por parte da família e de amigos.Teresa conseguiu ultrapassar os módulos um e dois, estando à espera de enquadramento numa escola do ensino regular. O agricultor João Domingos Fernandes, 40 ano, não sabia assinar o nome e tinha muitas dificuldades para levantar dinheiro, pois, não tratava bilhete de identidade por não saber escrever.Fruto destas dificuldades decidiu ingressar numa das salas de alfabetização, onde está a mudar o rumo da sua vida. João, com empenho e dedicação está a dar os primeiros passos na aprendizagem e o conhecimento da leitura e da escrita parecem já não estar muito distante.

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