Províncias

O renascer das potencialidades

Filomeno Manaças | *

O Kwanza-Norte é mesmo aqui perto. A menos de uma hora e meia de carro. Mas já esteve mais distante. Já houve alturas em que era uma autêntica odisseia sair de Luanda para Ndalatando ou para o Dondo, com a viagem a levar às vezes entre seis e oito horas de caminhada. Na melhor das hipóteses.

 

O Kwanza-Norte é mesmo aqui perto. A menos de uma hora e meia de carro. Mas já esteve mais distante. Já houve alturas em que era uma autêntica odisseia sair de Luanda para Ndalatando ou para o Dondo, com a viagem a levar às vezes entre seis e oito horas de caminhada. Na melhor das hipóteses.
Nesse tempo, as grandes fábricas e a produção agrícola e pecuária perderam-se na voragem da destruição que a guerra espalhou. Do famoso planalto de Camabatela, da produção de têxteis, de café, tabaco e outros bens ficou só o nome e o Kwanza-Norte como referência longínqua.
Mas a força da paz veio mudar tudo. Calou as armas e está a fazer uma verdadeira revolução. A primeira grande mudança na reconstrução assentou nas estradas reabilitadas. As vias rodoviárias asfaltadas rasgaram as matas e ligaram Luanda ao Dondo e a Ndalatando e ao resto do país. Chegar ao Huambo e a Malanje por estrada através do Kwanza-Norte passou a ser possível e viajar de carro para esses destinos um sonho concretizado.
O Kwanza-Norte via assim desatar-se o nó que o sufocava por falta de ligação com as demais províncias e que no período de guerra o levaram a decair. De modo dramático e inconcebível para uma terra que tem imensas potencialidades e que, outrora, foi um verdadeiro e estrondoso sucesso da economia nacional em matéria agro-pecuária e industrial.
Hoje o Kwanza-Norte quer recuperar esse tempos áureos e, mais: quer ir para além disso, para se firmar como um forte pólo económico no âmbito do desenvolvimento integrado do país. Essa vontade é testemunhada pelo governador Henrique Júnior, que desde 2004 acompanha e incentiva os esforços das gentes do Kwanza-Norte para a mudança e se desdobra em viagens aos municípios para constatar a execução e a evolução dos projectos com vista a levar a província a somar pontos rumo ao desenvolvimento. E uma das grandes constatações é que, com o fim da guerra, surgiu uma nova filosofia de vida, traduzida na vontade das populações em produzirem cada vez mais, em partilharem a produção, em terem cada vez mais acesso aos conhecimentos científicos, enfim, vontade de transformar a província e o país.
Por seu lado, o governador e a sua equipa não medem esforços para corresponder aos anseios da população. Novas escolas, novos técnicos formados, novas estradas, novas fábricas, novos hotéis, novas iniciativas empresariais, mais água, mais energia e mais postos de trabalho são a resposta certa e firme para colocar o Kwanza-Norte na rota do desenvolvimento a todos os níveis.
Neste aniversário da independência nacional, o Kwanza-Norte merece bem que se olhe para si com particular atenção, pois, a província projecta-se como um dos esteios que vai impulsionar o crescimento da economia nacional.
* Administrador Executivo para a Área Editorial

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