Províncias

Óbitos por malária continuam a subir

Manuel Fontoura | Ndalatando

O supervisor do programa de luta conta a malária no Kwanza-Norte anunciou que 140 pessoas morreram com a doença.

Um ângulo de Ndalatando onde a população é sensibilizada no sentido de procurar os hospitais logo após os primeiros sintomas da doença
Fotografia: Jornal de Angola |

Durante o primeiro semestre deste ano. Gonçalo Tandala referiu que foram confirmados laboratorialmente 59.950 casos de malária, um número significativamente superior ao registado nos primeiros seis meses de 2012, com mais de 25 mil, que resultaram em 69 óbitos.
O responsável do programa de luta contra a malária no Kwanza-Norte sublinhou que a doença continua a ser a principal endemia na região, afectando principalmente as mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos.
 Assegurou que a província dispõe de fármacos em abundância, tendo confirmado que há muitos anos que “não temos registado ruptura do stock”.
Gonçalo Tandala disse que a província do Kwanza-Norte tem uma zona mais problemática, que abrange os municípios do Lucala, Cazengo, Cambambe, Golungo Alto, Lucala e Ambaca, com o maior número de casos paludismo e uma mais controlada, que  integra Ngonguembo, Banga, Quiculungo e Samba Cajú.
O supervisor destacou os bairros Caz, Camungo, 11 de Novembro e Tala Hady e as áreas próximas do rio Muenbeje (bastante poluído com lixo proveniente das habitações), no município do Cazengo onde foram identificadas algumas áreas com criadores permanentes de mosquitos causadores da malár. No Cazengo foram diagnosticados no primeiro semestre 19.620 casos de malária, com um registo de 94 óbitos. Sem qualquer morte, o município do Golungo Alto registou 11.012 e Ambaca 5.542 casos.O supervisor considerou os municípios de Quiculungo, Bolongongo, Samba Caju, Lucala, Banga e Cambambe, que registaram 22.350 casos de paludismo e 47 óbitos, os mais problemáticos.
O responsável do programa de combate à malária indicou que as autoridades intensificaram as medidas de segurança para reduzir a incidência da doença em toda a a província do Kwanza-Norte.
Estão a ser desenvolvidas medidas de sensibilização para o aumento de conhecimentos e mudança de atitudes, práticas, medos e crenças sobre a malária, assim como a luta contra o seu vector principal, por meio da assessoria da Cooperação Cubana, Cruz Vermelha de Angola e o gabinete provincial de promoção da saúde.

Tempo

Multimédia