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Obras do hospital municipal retomadas sem sobressaltos

Depois de um ano paralisadas, as obras de reabilitação do Hospital Municipal de Cambambe, na província do Cuanza Norte, retomadas em Abril, decorrem sem sobressaltos, constatou na semana finda o director local da Saúde.

Fotografia: JAImagens | Edições Novembro

Miguel Simão referiu que a paralisação deveu-se a razões financeiras, mas a situação já foi regularizada pelo Governo Provincial do Cuanza Norte, entidade que financia as obras a cargo da empreiteira Sermil. Miguel Simão, que não precisou o prazo para a conclusão das obras, disse que o hospital vai ter uma característica mais ajustada à necessidade actual, em função da demanda populacional.
O director municipal avançou que a unidade sanitária vai ser ampliada, passando a contar com um banco de urgência, bloco operatório, pediatria, entre outras áreas, mais confortáveis.
Com uma capacidade que passa de 60 para 70 camas, o Hospital Municipal de Cambambe vai conferir maior dignidade e conforto aos pacientes, pois, disse o responsável, vai permitir melhorar o atendimento. Miguel Simão explicou que a reactivação das obras é o culminar da segunda fase do projecto de reabilitação do empreendimento, cuja etapa inicial esteve reservada à edificação de um muro de vedação em todo o perímetro hospitalar e restituição de duas residências para acomodação dos responsáveis da instituição.
O director da Saúde esclareceu que, desde 2014, por altura do encerramento do Hospital Municipal de Cambambe para obras de reabilitação, a assistência médica na região tem sido assegurada pelo centro de saúde do Dondo.
O Centro de Saúde do Dondo dispunha, na altura, de apenas 20 camas, mas, fruto da pressão do fluxo de pacientes, foram efectuadas adaptações, que permitiram instalar mais 34 camas para internamento em diversas áreas. Neste momento, são efectuadas no centro perto de 150 consultas por dia, sendo a malnutrição, malária, doenças diarreicas agudas, febre tifóide e a hipertensão arterial as doenças mais frequentes na instituição.
Para tratar  estes casos, a unidade conta com oito médicos, dos quais três angolanos, que são auxiliados por um grupo de técnicos de enfermagem e diagnóstico.

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