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"Pentes" na Estrada nº 230 desmotivam automobilistas

Manuel Fontoura | Ndalatando

Camionistas, taxistas e passageiros que circulam no troço Ndalatando/Luanda e vice-versa manifestaram-se descontentes com os procedimentos da Polícia de Trânsito nos postos de fiscalização montados ao longo da Estrada Nacional 230.

Camionistas, taxistas e passageiros que circulam no troço Ndalatando/Luanda e vice-versa manifestaram-se descontentes com os procedimentos da Polícia de Trânsito nos postos de fiscalização montados ao longo da Estrada Nacional 230.
Os automobilistas apontam os postos de fiscalização de Catete, Calomboloca e área de Botomona, na região do Bengo, bem como os localizados no Zenza-do-Itombe, Kiamafulo, em direcção ao Sul do país passando pelo Alto-Dondo, na ponte sobre o rio Lucala II, início do morro do Binda e controlo de Ndalatando (Kwanza-Norte), como sendo os mais temidos.
À saída de Ndalatando em direcção a Norte da província e a Leste do país, o posto localizado na localidade do Catome é igualmente um encalço para os condutores que por aí passam.
Ao invés da documentação, os agentes reguladores de trânsito destacados nestas zonas são acusados pelos automobilistas de desviarem-se escrupulosamente das regras de trânsito, a julgar pelas actuações menos coerentes de sua parte.
Bartolomeu Antunes, motorista de uma viatura Toyota Hiace, azul e branca, explica que muitas vezes ao ser interpelado pelos agentes reguladores de trânsito lhe é negada a sua própria documentação, assim como a do veículo, em detrimento de uma contribuição equivalente a um ou dois cartões de saldo.
Bartolomeu Antunes, na via há mais de doze anos, explica que se sente aflito sempre que se aproxima de um destes postos de controlo. “Podes ter a documentação em dia, mas se não tiveres mil ou dois mil kwanzas és obrigado a permanecer no local até eles se cansarem”, explica.
Baptista de Sousa, taxista há mais de três anos, ressalta também a complicação nestes locais motivada pela falta de documentação actualizada por parte de alguns motoristas, motivo que obriga os agentes a agirem a seu belo prazer. “Só não entendo o porquê que os policiais apenas obrigam a parar os taxistas, camionistas e carrinhas carregadas, enquanto os outros carros passam sem problemas de um lado e outro”, disse.
O taxista Pedro Menezes frisa que durante os sete anos que trabalha como motorista, a região do Kwanza-Norte é a mais problemática, devido ao comportamento da Polícia de Trânsito.“Entre Ndalatando e Luanda, é preciso ter coragem para aguentar a chantagem de vária ordem dos agentes reguladores de trânsito, até que te tirem um certo valor”, aponta.
Todas as tentativas no sentido de a reportagem do Jornal de Angola contactar o comandante provincial da Polícia de Trânsito, para dar uma explicação sobre este caso, foram sem sucesso, por desencontros no local de serviço e calendário de trabalho.
A nível de Ndalatando existem determinados postos móveis de fiscalização, que deverão diminuir tão logo os sinais de trânsito sejam colocados em toda a cidade. Fala-se em cerca de 134 sinais, para mais de 20 quilómetros de rua.

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