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Pequenos agricultores no Kwanza-Norte recebem créditos com juros bonificados

André Brandão | Ndalatando

Camponeses e pequenos agricultores na província do Kwanza-Norte vão, a partir da segunda época da campanha agrícola 2010/2011, receber crédito de campanha na ordem dos cinco mil dólares, convertidos em kwanzas, com uma taxa de juros de cinco por cento, avançou terça-feira em Ndalatando o vice-governador para a Área Económica, Manuel de Abreu Pereira da Silva

Com os créditos os camponeses vão adquirir sementes e instrumentos de trabalho
Fotografia: Santos Pedro

Camponeses e pequenos agricultores na província do Kwanza-Norte vão, a partir da segunda época da campanha agrícola 2010/2011, receber crédito de campanha na ordem dos cinco mil dólares, convertidos em kwanzas, com uma taxa de juros de cinco por cento, avançou terça-feira em Ndalatando o vice-governador para a Área Económica, Manuel de Abreu Pereira da Silva.
O responsável, que falava durante a abertura do seminário de capacitação relacionado com os mecanismos de concessão de crédito agrícola, disse que o Estado vai cobrir este processo com uma taxa adicional de 16 por cento em unificação de juros, facto que vai impulsionar a concessão do crédito e o engajamento de todas as potencialidades para o desenvolvimento da agricultura e pecuária.
Segundo o vice-governador, o Estado comparticipará igualmente no risco ao crédito, assumindo 80 por cento do capital, considerando inquebrável no âmbito dos procedimentos já estabelecidos para estes fundos garantidos.
O Governo do Kwanza-Norte, de acordo com o regulamento do crédito agrícola, constituiu a nível municipal órgãos da comunidade local, denominados de comités locais de pilotagens do crédito agrícola, apoiado pelos grupos técnicos de acompanhamento.
Para o governante, o crédito de campanha agrícola constitui um instrumento para o desenvolvimento e relançamento da agricultura, onde os pequenos agricultores poderão, com isso, adquirir os instrumentos de trabalho para preparação mecanizada da terra. O vice-governador disse que, para a redução do índice da fome e pobreza, o Governo criou importantes instrumentos jurídicos relacionados com o decreto executivo conjunto e o regulamento do crédito agrícola, que terá como objectivo financiar as despesas do ciclo produtivo e culturas alimentares.
De acordo com o director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Fernando Humberto Mesquita, quando falava à emissora local da Rádio Nacional de Angola, o programa visa aumentar os níveis de produção de bens alimentares e neste momento projecta-se a preparação de cinco mil hectares de terra mecanizadas, aumento de instrumento de trabalho, sementes, fertilizantes e a participação do maior número possível de famílias camponesas.
O técnico disse ainda que o sector da agricultura vai, para a campanha que se avizinha, melhorar os métodos de produção, com a criação de sistemas de irrigação no sentido de manter a produção permanente nas áreas que dependem somente das chuvas.
Considerou também de positiva a campanha agrícola 2009/2010, tendo obtido nas duas épocas aproximadamente 998 mil toneladas de produtos diversos, dos quais amendoim, milho, feijão, mandioca e banana.
Acrescentou que estes produtos foram produzidos por 464 associações com 76 mil 806 associados, um leque de 100 cooperativas, com um total de 84 mil 919 hectares de terras preparadas, 83 mil e 879 lavradas manualmente e mil e 50 mecanicamente.

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