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Perda dos valores sociais eleva níveis de violência

Kátia Ramos | Ndalatando

A violência doméstica no país atingiu, nos últimos anos, proporções alarmantes, derivado da perda de valores morais e cívicos, disse o vice-governador do Kwanza-Norte para o sector Político e Social, Alberto José Kipungo. 

A violência doméstica no país atingiu, nos últimos anos, proporções alarmantes, derivado da perda de valores morais e cívicos, disse o vice-governador do Kwanza-Norte para o sector Político e Social, Alberto José Kipungo.  
Falando na abertura da XIV Sessão do Concelho Provincial da Família, realizado na sexta-feira, em Ndalatando, sob o lema “Família Angolana Unamo-nos no Resgate dos Valores Morais Cívicos e Culturais, Edificando uma Sociedade mais Justa”, realçou que com este encontro se pretendeu enquadrar as famílias e a sociedade, para a implementação de acções destinadas à mudança de atitudes.
Além disso, apontou como factores para tal, a fuga à paternidade, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, violências do género e contra a criança.
Alberto José Kipungo referiu que o processo de socialização é, em primeiro lugar, uma função da família, pois é aí que se inicia a qualidade dos seres humanos.
Os grandes males que se registam em muitas famílias, na opinião do governante, estão relacionados com a falta de diálogo, pelo que apelou aos participantes para fazerem uma reflexão profunda sobre os problemas que as famílias e a sociedade enfrentam, encontrando, deste modo, formas e vias para a sua superação.
O seminário, que teve a duração de oito horas, serviu para troca de experiências sobre boas práticas de. Durante o encontro, os participantes abordaram, em três painéis, temas que se prendem com “A família, face aos desafios da globalização”, “Os processos de moralização da família e da sociedade” e “Valorização da família e reforço das suas competências”.
A directora provincial da família e promoção da mulher, Teresa da Costa, frisou que durante o primeiro trimestre deste ano, a sua direcção registou 149 casos diversos de violência familiar, 123 dos quais resolvidos e 26 transferidos para procuradoria provincial.Entre eles, constam nove de fuga à paternidade, 38 de abandono do lar.

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