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Perito trabalha na região para certificação de casos

Um consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalha no Cuanza Norte para a certificação de dois casos suspeitos da febre-amarela, descobertos recentemente nos municípios de Cazengo e de Cambambe, informou nosábado, em Ndalatando, o director provincial da Saúde.

Manuel Duarte Varela disse que estão a ser analisados dois casos diagnosticados em pessoas que nunca saíram da província, contrariamente aos anteriores, registados em indivíduos que adquiriram a doença noutras regiões do país.
O responsável da saúde no Cuanza Norte esclareceu que a certificação desses casos implicará uma campanha massiva de vacinação contra a doença nos municípios de Cazengo (sede da província) e de Cambambe, para a contenção e controlo da patologia.“Neste momento, encontra-se na província o consultor da OMS que está a efectuar a investigação. Vamos esperar que estes casos, inclusive as amostras dos antigos diagnósticos, sejam esclarecidos. Ainda constituem preocupação para o sector os casos suspeitos de febre-amarela”, frisou.De Fevereiro até agora foram registados no Cuanza Norte 59 casos que causaram mais de 20 mortos, com maior incidência nos municípios de Cazengo e de Cambambe.

Capacitação de técnicos


Um grupo de 25 técnicos da saúde do município de Quiculungo, no Cuanza Norte, recebeu informação sobre a febre-amarela, formas de prevenção, mobilização social e notificação de ocorrências.
A acção formativa, promovida pela Direcção Provincial da Saúde, foi orientada pelo responsável de cuidados primários de saúde e técnico de vigilância epidemiológica, Alfredo Mulanvo, com a participação de técnicos de diversas unidades sanitárias.
Alfredo Mulanvo admitiu existirem casos de febre-amarela no Cuanza Norte, esclarecendo que estão a ser investigadas duas ocorrências mais recentes, para avaliar a necessidade de uma campanha de vacinação.
Segundo o especialista, a acção formativa visou actualizar os conhecimentos sobre a matéria, visto que os técnicos de saúde já detêm conhecimentos acerca das incidências da doença, tendo garantido que as autoridades sanitárias dos municípios estão preparadas para dar resposta à epedemia.
Alfredo Mulanvo aconselhou a população a estar atenta aos sintomas da doença, nomeadamente cefaleias, vómitos, dores abdominais, amarelecimento dos olhos e sangramento, tendo alertado que qualquer paciente deve ser encaminhado à unidade sanitária mais próxima.
Quiculungo conta com uma rede sanitária constituída por um hospital com 56 camas, além de oito postos de saúde e um centro de tratamento de doenças infecto-contagiosas, dispondo de 54 funcionários de saúde, entre técnicos e pessoal auxiliar.

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