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Pescadores recebem novas embarcações

Kátia Ramos| Ndalatando

A pesca artesanal no município de Cambambe ganhou um novo impulso depois dos pescadores de cinco associações receberem dez novas embarcações, entregues pelo ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, no âmbito do programa do Executivo de apoio à pesca artesanal.

Autoridades governamentais apostam na melhoria da pesca artesanal com vista a diminuir os efeitos da pobreza no seio dos pescadores
Fotografia: Jaimagens

As dez embarcações vão beneficiar 100 pescadores que agora têm as condições asseguradas para aumentar a captura do pescado, como realçou a ministra das Pescas, Vitória de Barros Neto, que testemunhou a entrega das embarcações.
As embarcações têm quatro metros de comprimento, motores de 15 cavalos e capacidade para transportar oito pessoas. Os pescadores artesanais receberam igualmente redes, anzóis, linhas, baldes e coletes salva-vidas.
A ministra das Pesacas disse que a entrega dos meios visa igualmente fazer com que os níveis de pobreza nas comunidades piscatórias desçam consideravelmente. Vitória de Barros referiu ainda que a província do Cuanza Norte tem um enorme potencial em recursos hídricos, com destaque para os rios Cuanza e Lucala, as lagoas de Ngolome e da Banga.
A província é muito importante do ponto de vista da pesca continental, que dá sustento a milhares de famílias, contribuindo para o desenvolvimento das economias locais, segurança alimentar e nutricional das populações, na criação de emprego e chega a constituir 50 por cento da fonte de proteínas na dieta alimentar das comunidades.Mais de 50 por cento da população depende da pesca artesanal praticada maioritariamente por mulheres, que se dedicam à comercialização, conservação e transformação de peixe seco e fumado.
A ministra pediu os pescadores para cuidarem das embarcações e dos equipamentos de pesca, usando-os de forma organizada e responsável, para garantir a sua durabilidade e rentabilidade. Vitória de Barros manifestou preocupação com a exploração do cacusso, maioritariamente pescado nas lagoas, sendo esta espécie cada vez mais escassa.
Dada a situação, a ministra prometeu a deslocação de equipas do Instituto Nacional de Investigação Pesqueira, da Pesca Artesanal e do Serviço Nacional de Investigação Pesqueira e da Agricultura para, com as autoridades provinciais e tradicionais locais e pescadores, desenvolverem mecanismos de controlo e gestão das lagoas, com vista a garantir que continuem a produzir de forma sustentável e a servirem de base para uma exploração responsável.
Vitória de Barros pediu aos pescadores para fazerem uma captura racional do pescado, visando a preservação das espécies aquáticas, mas salientou a necessidade de aumentar a actividade com vista a abastecer outras regiões do país.

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