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Planos directores de expansão agrícola são uma alavanca do desenvolvimento

Marcelo Manuel | Ndalatndo

O Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), em parceria com outros órgãos afins, está a desenvolver planos directores para a reabilitação e expansão dos campos de cultivo em todas as localidades da província do Kwanza-Norte, afirmou ontem, em Ndalatando, o chefe de departamento da instituição.

Director do Instituto Agrário alertou as famílias camponesas para começarem a preparar as sementes no sentido de se obterem reservas
Fotografia: Manuel Fontoura |

O Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), em parceria com outros órgãos afins, está a desenvolver planos directores para a reabilitação e expansão dos campos de cultivo em todas as localidades da província do Kwanza-Norte, afirmou ontem, em Ndalatando, o chefe de departamento da instituição.
O agrónomo Paulo Bungo considerou a província do Kwanza-Norte como uma província privilegiada na produção de produtos agrícolas, registando, nos últimos anos, um aumento significativo da quantidade e qualidade dos produtos localmente produzidos.
Durante a primeira época agrícola, o sector familiar assistiu 70.920 famílias, com uma previsão inicial de 75.226, e em termos de estudo de terras foi possível preparar mecanicamente 1.397 hectares e 80.160 manualmente.
Paulo Bungo referiu que a previsão é a de atingir 90 mil hectares ou mais, quantidade que pode ser atingida com a contribuição dos municípios, uma vez que, no âmbito do Programa de Combate à Pobreza, as administrações adquiriram tractores para preparar as terras.
O engenheiro salientou que, naquela região do país, é frequente o cultivo de sequeiro, mais concretamente da mandioca, que actualmente atingiu uma cifra superior a 50 por cento, além do milho, ginguba, feijão manteiga, macunde, batatas doce e rena e hortícolas.
Nesse sentido, alertou as famílias camponesas para começarem já a preparar as sementes, no sentido de que terem reservas. “Como tivemos o problema da estiagem, no ano passado, a direcção provincial da Agricultura injectou 30 toneladas de sementes de milho e outras 60 de fertilizantes”. Além da distribuição de sementes, as autoridades provinciais têm vindo, durante os últimos três anos, a fazer um trabalho sério no combate às pragas e também a introduzir novas variedades de mandioca na região.
A virose está exterminasa, embora alguns municípios do norte da província, como Banga, Ngonguembo, Bolongongo e Quiculungo, precisem, eventualmente, de um reforço neste campo.

Campo de experimentação

Relativamente à cigatoca, disse que o Instituto de Investigação Agronómica recebeu mais de dez variedades melhoradas e resistentes, pelo que estão a ser multiplicadas no campo de experimentação do Quilombo. O chefe de departamento salientou que o IDA continua a fazer um trabalho de distribuição de produtos e cada família tem direito a três sacas por variedades. A virose foi exterminada através da introdução de novas variedades melhoradas. A nível do Kwanza-Norte, foram já introduzidas mais de dez novas variedades, entre doce e amarga, como Ngovita, Nganarico e outras.
Para se aumentar a produção, é preciso ter em conta aspectos fundamentais, que têm a ver com factores naturais. A chuva é um destes fenómenos, uma vez que 90 por cento dos camponeses dependem dela para produzir.

Milhares de toneladas


Paulo Bungo disse que o IDA prevê ultrapassar mais de 15 mil toneladas de milho, um produto que é geralmente consumido fresco, mas pediu aos camponeses para o deixarem secar. “Temos o projecto de avicultura, que vai precisar do milho, daí chamarmos a atenção aos nossos técnicos, no âmbito das novas técnicas, para a necessidade de se incentivar os camponeses a deixar o produto em estado de grão, ou seja, seco”, referiu. Em relação a outras culturas, o agrónomo pensa ultrapassar a meta das 12 mil toneladas de produção de amendoim e 630 mil outras de mandioca, por ano.
Paulo Bunga esclareceu que a actividade do IDA, que conta actualmente com apenas 45 técnicos, se fundamenta na assistência técnica aos camponeses, no sentido de mudarem as formas de produção.
O IDA controla, neste momento, cem cooperativas e 485 associações, que deram um grande salto, em termos de produção, desde que passaram a beneficiar do Crédito Agrícola de Campanha.

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