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Poluição de rio preocupa os munícipes

Manuel Fontoura| Ndalatando

O rio Muembeji é considerado  um dos principais transmissores de doenças como a diarreia, shystosomíases e doenças da pele, devido à má utilização pela população, à deposição de lixo e dejectos provenientes de casas de banho das residências construídas nas suas margens, bem como a poluição causada por óleo de viaturas abandonadas.

O rio Muembeje já foi um dos principais cartões de visita da cidade de Ndalatando mas hoje o seu estado só cria constrangimentos
Fotografia: Nilo Mateus|Ndalatando

O rio Muembeje corta o centro da cidade de Ndalatando em duas partes e no passado era tido como um dos cartões de visita da urbe, situação contrária aos dias de hoje, pois, além de lixo, há capim a crescer em toda a parte, o que estreita o canal do rio e impossibilita o curso normal das águas.
Os bairros dos Eucaliptos e Sambizanga são os mais afectados, devido à falta de higiene e de conservação.
Além do lixo que as pessoas despejam todos os dias, existem indivíduos que insistem em fabricar adobes nas suas margens e em lavar viaturas a­proveitando a água do rio..
A munícipe Josina António, 29 anos, moradora do bairro dos Eucaliptos, conta que o mau cheiro chega até ao seu quintal, tornando-se a cada dia que passa mais incomodativo.
Josefa Miguel vende pinchos ao lado do rio, sem se importar com o lixo acumulado ali perto. Os lavadores de carro são os seus  clientes.
Instada a pronunciar-se sobre a poluição do rio,  Josefa Miguel atribui a culpa aos moradores da área que insistem em deixar lixo para as águas do rio e fazem do mesmo casa de banho.  Josefa Miguel revela que a falta de espaços adequados para fazer negócio obrigou-a a vender ali mesmo. “Sei que o lugar não é dos melhores devido às péssimas condições de limpeza, mas não é meu dever cuidar da limpeza do rio, pois o município tem uma administração responsável por esse trabalho." />Dia a dia o rio Muembeje vai-se tornando mais poluído, fruto da falta de higiene das pessoas que residem nas suas margens, fazendo perigar a saúde do ambiente. Maurício Domingos, funcionário público e residente no bairro Sambizanga, refere que em várias ocasiões foi convocada a limpeza do rio mas sem sucesso. “Às vezes aparecem três ou quatro pessoas, os demais ignoram, por isso a administração tem de fazer alguma coisa para mudar a situação que tem prejudicado a saúde das nossas crianças e não só”, precisou o munícipe.
“Com as chuvas, todo o lixo atirado dos bairros por onde o rio passa vem parar ao centro da cidade e são trabalhos que não podem ser feitos de forma manual, mas com equipamento específico”, apontou o cidadão José Bartolomeu.
Para ele, a situação do rio Muembeji precisa de ser bem estudada e propõe a criação de um projecto devidamente estruturado, retirando o pessoal que vive nas suas margens, para o rio  ser desassoreado.
O responsável do departamento da Educação para a Saúde de Ndalatando disse ao Jornal de Angola que o Governo Provincial tem sensibilizado a população para os cuidados a ter para evitar a poluição do rio, além de distribuir lixívia para ser depositada em cacimbas e charcos, a fim de minimizar o surgimento de larvas de mosquitos.         

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