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Práticas ilícitas ameaçam fauna

A administração do município do Golungo Alto, província do Cuanza Norte, denunciou a exploração ilegal e irracional de madeira, assim como a prática de caça furtiva por parte de habitantes da região.

Em declarações à Angop, o  chefe  da  área  económica  e  produtiva  da administração local, Cristo  Alfredo  Hebo, disse que assiste-se, nos últimos tempos, a uma invasão das florestas por cidadãos que se dedicam ao abate indiscriminado de  animais para fins comercias, práticas que estão a ser facilitadas pela falta de fiscais do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF).
Quanto à caça furtiva, informou que está a ser considerada como uma actividade de subsistência de muitos cidadãos que alegam falta de  emprego. “Essa situação poderá causar o desaparecimento de muitas espécies de animais  na  floresta local, que  já  concorreu  para as  sete  maravilhas  do país.
O responsável manifestou-se ainda preocupado com a exploração irracional da flora na circunscrição, consubstanciado no abate indiscriminado de árvores para a produção  de  madeira.
Em relação à exploração de madeira, o gestor disse que, no município, estão licenciados pelo IDF apenas duas empresas para o efeito, mas existem outras que  derrubam árvores  ilegalmente para o fabrico de  carvão sem efectuarem o necessário repovoamento florestal.
“A vulnerabilidade no sector de fiscalização permitiu que se intensificasse o abate indiscriminado de árvores, sem que haja repovoamento”, disse.

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