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Produção de óleo pode aumentar

Marcelo Manuel | Camame

O fraco aproveitamento dos derivados da palmeira, fundamentalmente o dendém para o fabrico de óleo de palma, constitui uma das principais preocupações das autoridades do Cuanza Norte, que pretendem resgatar a tradição, no âmbito da diversificação da economia, disse ontem, ao Jornal de Angola, o administrador da comuna de Camame.

Província do Cuanza Norte controla centenas de fabricantes de óleo de palma
Fotografia: Marcelo Manuel

Sebastião Cutaba explicou que a região possui 25 fazendas de palmeiras que, no passado, foram o garante da produção do óleo de palma e de sustento de várias famílias, sublinhado que devido a falta de meios de produção e outros incentivos para o sector, apenas três fazendas funcionam com regularidade.
O administrador municipal admitiu que a produção da palmeira atravessa grandes dificuldades, sobretudo na colheita do dendém, por escassez de máquinas adequadas para a extracção do óleo de palma .
O chefe de departamento e supervisor da produção do café e palmares da direcção provincial da Agricultura no Cuanza Norte, José da Costa Neto, recordou, contudo, que a palmeira do dendém e o consumo do óleo de palma tem conhecido, nos últimos 10 anos, um crescimento notável no mundo, devido a sua versatilidade na alimentação humana e na indústria diversa.
José Neto disse que o sector da Agricultura trabalha na recuperação do palmar da província, através do desenvolvimento de vários projectos, sobretudo com a introdução, a partir de 21013, de novas espécies do tipo “híbrida tenera”, provenientes da Indonésia.
Apesar de a região possuir condições climatéricas favoráveis, José Neto deplorou  a opção dos camponeses pelas culturas de rendimento imediato e, no caso particular dos derivados da palmeira, o maruvo, uma bebida tradicional muito popular. Para inverter o actual quadro, José Neto defendeu o reforço da capacidade institucional do sector, contratação de técnicos especializados e superação dos actuais, aquisição de equipamentos, criação de centros de estudos da palmeira, viveiros para multiplicação de mudas e o crédito de fomento à produção.
Com um total de 370 fabricantes, Golungo Alto, Ngonguembo e Cambambe são considerados os maiores produtores de palma, com cerca de 130 mil litros de óleo por ano.

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