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Produtor de café da Cerca reprova crédito dos bancos

O maior produtor de café da comuna da Cerca, Macongo Sebastião Pascoal, 79 anos, critricou a forma de financiamento adoptada pelos bancos, porque em vez de dinheiro os agricultores recebem instrumentos agrícolas

Cafeicultor Macongo Sebastião Pascoal desenvolve a actividade desde o ano de 1995
Fotografia: Kátia Ramos

O maior produtor de café da comuna da Cerca, Macongo Sebastião Pascoal, 79 anos, critricou a forma de financiamento adoptada pelos bancos, porque em vez de dinheiro os agricultores recebem instrumentos agrícolas.
O agricultor do município do Golungo Alto, disse que  nunca recebeu financiamento dos bancos para o desenvolvimento da sua actividade, uma vez que considera que o modelo, nem ajuda ao pagamento de salários dos trabalhadores.
Actualmente com 24 trabalhadores, Macongo Sebastião Pascoal desenvolve a actividade desde 1995, numa área de 213 hectares, sendo 50 hecatres de plantações de café. Macongo Pascoal já colheu mais de 33 toneladas de café e espera nos próximos dias, colher outras duas toneladas.
Apesar das grandes colheitas, o agricultor disse enfrentar grandes dificuldades na comercialização do café, devido à falta de transportes, temendo que, até ao final deste mês, o café possa deteriorar-se, caso não seja colhido.Por falta de meios, o café é transportado à cabeça desde as plantações e depois enviado para a Procafé do Golungo Alto, onde é comercializado.
Para além do café, a fazenda de Macongo Pascoal produz igualmente dendém, banana, mandioca, ginguba, milho, feijão e hortaliças.

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