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Programa começa a nível experimental com milhares de alunos em Ndalatando

Marcelo Manuel | Ndalatando

O programa de ensino para aceleração escolar começa, no Kwanza-Norte, pela primeira vez, com cinco mil alunos, revelou, na sexta-feira, em Ndalatando, o chefe de departamento de ensino de adultos e aceleração escolar.

Acção de formação destinada a 60 professores que vão dirigir o programa de ensino
Fotografia: Jornal de Angola

O programa de ensino para aceleração escolar começa, no Kwanza-Norte, pela primeira vez, com cinco mil alunos, revelou, na sexta-feira, em Ndalatando, o chefe de departamento de ensino de adultos e aceleração escolar.
Sebastião Luís Felix, que fez a revelação no encerramento de uma acção de formação destinada a 60 professores que vão dirigir o processo no município de Cazengo, disse que o programa vai ser assegurado por 240 agentes. No seminário, os educadores foram esclarecidos sobre a necessidade do processo de aceleração escolar no ensino primário em Angola, seus objectivos e grupo alvo, direcção do manual de ensino módulo dois, suas áreas temáticas e actividades de reprodução e produção de pensamentos.
Sebastião Félix afirmou que o sistema de ensino vai ser seguido por um manual pedagógico – o “Modulo dois” – que abarca conteúdos temáticos para duas classes académicas, 3ª e 4ª, em dois semestres de cada ano.
O projecto destina-se a todos os que, por várias razões, não concluíram a 4ª classe até os 9 anos.
Os professores que trabalham com estes alunos foram seleccionados nas escolas do ensino primário da província, razão pela qual há necessidade do domínio das novas metodologias para o bom manuseio do material didáctico.
O responsável sublinhou a importância do empenho dos professores e a troca de ideias como factores fundamentais para o êxito do programa, que se encontra numa fase experimental.
Jone Cristóvão, em nome de todos os professores que frequentaram o seminário, pediu aos responsáveis da direcção provincial de Educação que façam, durante o ano lectivo, um acompanhamento eficaz do ponto de vista técnico e material para o alcance dos objectivos preconizados.

Sucesso na alfabetização

Sebastião Félix revelou que foram alfabetizados, no ano passado, em toda a província, 15.777 alunos, mais 6.991, do que em 2009.
Os alfabetizados receberam aulas de 300 alfabetizadores, nas duas fases anuais, disse o responsável.
Sebastião Felix referiu a realização de palestras e acções de sensibilização nos vários povoados da província como factores que tiveram efeitos significativos, eliminando, entre alguns adultos, os tabus que diziam que “a escola era para crianças”.
O sector de alfabetização tem falta de salas específicas, o que obriga os responsáveis a recorrer ao préstimo de capelas e centros de formação de igrejas. A instituição, declarou Sebastião Felix, recebeu das estruturas centrais cerca de 16 mil cadernos, igual número de lápis, livros de módulo, borrachas e lapiseiras, entre outros materiais escolares.

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