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Programa provincial de controlo da tuberculose expande serviços a todos municípios em dois anos

André Brandão|Ndalatando

O Departamento provincial do Programa de Combate e Controlo da Tuberculose no Kwanza-Norte envida esforços para, até 2013, expandir os serviços a todos os municípios e comunas, disse, na semana finda, ao Jornal de Angola, o supervisor do programa.

O Departamento provincial do Programa de Combate e Controlo da Tuberculose no Kwanza-Norte envida esforços para, até 2013, expandir os serviços a todos os municípios e comunas, disse, na semana finda, ao Jornal de Angola, o supervisor do programa.
Barros Pegado afirmou que a instituição está representada em sete municípios – Cazengo, Golungo Alto, Cambambe, Lucala, Ambaca, Samba Cajú e Kikulungo – , que dispõem de dispensários antituberculose.
O responsável disse que os municípios de Cazengo, Kikulungo, Cambambe e Golungo-Alto são os que registam mais casos da doença por terem maior densidade populacional.
Nestas zonas, referiu, os técnicos têm realizado palestras antes das consultas médicas para alertarem a população sobre os riscos da doença, as formas de contágios e as precauções perante as outras pessoas.
Barros Pegado lembrou que a tuberculose é uma doença infecciosa, pelo que as pessoas com problemas de desnutrição, que bebam quantidades excessivas de bebidas  alcoólicas, fumem, diabéticas e com VIH são mais propensas a contrair a doença.
“O doente adulto de tuberculose deve fazer o tratamento em duas fases, a primeira, de forma intensiva, por um período de dois meses, e a segunda, considerada de manutenção, durante seis meses, tempo suficiente para curar a patologia”, garantiu.
Nas crianças, o ciclo é apenas de seis meses, salientou o técnico para quem a tuberculose tem um regime de tratamento, supervisionado na presença de um médico.
O supervisor provincial disse que todos os doentes a quem é detectada a doença devem ser submetidos aos testes de VIH.  No primeiro trimestre deste ano, revelou, foram registados cinco casos do género.
Barros Pegado garantiu que existem medicamentos suficientes para atender os casos que vão surgindo a nível da região, uma vez que a direcção nacional do Programa de Controlo da Tuberculose disponibiliza regularmente estes fármacos, mas lamentou o facto da província não dispor de uma estrutura adequada a nível dos municípios.
Só o Lucala, disse, tem um dispensário que funciona regularmente, pois os outros trabalham nos centros municipais ou num pequeno espaço dentro dos hospitais e apenas seis têm laboratório para o diagnostico da doença.
No segundo trimestre do ano, anunciou, foram detectados na província 183 novos casos positivos de tuberculose, diagnosticados num universo de 266 testes realizados. Nos últimos três meses, o Kwanza-Norte registou 131 novos casos entre os testes realizados.

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