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Projectos para o Instituto Médio Agrário precisam de reforço nos financiamentos

Marcelo Manuel | Ndalatando

O Instituto Médio Agrário do Kwanza-Norte necessita de, pelo menos, 25 milhões de kwanzas mensais para dar cumprimento aos vários projectos de formação prática e técnica aos estudantes que frequentam os cursos nas áreas de exploração florestal, produção animal e vegetal, para dar cumprimento ao seu objecto social.

O Instituto Médio Agrário do Kwanza-Norte necessita de, pelo menos, 25 milhões de kwanzas mensais para dar cumprimento aos vários projectos de formação prática e técnica aos estudantes que frequentam os cursos nas áreas de exploração florestal, produção animal e vegetal, para dar cumprimento ao seu objecto social.
O director da instituição, Luís Manuel Barradas, disse que a proposta dos valores em causa foi discutida entre as direcções dos vários institutos agrários existentes no país com os órgãos tutelares, mas esclareceu que até ao momento nada foi definido.O dinheiro, disse o responsável, destinava-se à vedação do perímetro do instituto, aquisição de tractores para a realização de tarefas de produção agrícola que permitam melhor contacto dos alunos com os solos. Acrescentou que o montante seria igualmente aplicado na compra de gado bovino para as aulas práticas e sua criação.
No que toca à produção de vegetais, Luís Barradas disse que o instituto possui um perímetro com cerca de 15 hectares disponíveis para a produção agrícola, mas esclareceu que a falta de recursos financeiros para a compra de sementes e adubos e incremento do sistema de regas deixa sem qualquer hipótese a direcção da instituição.
Para as aulas práticas, o Instituto Médio Agrário do Kwanza-Norte necessita de realizar várias actividades, mas está limitado porque os recursos são escassos. Por exemplo, um bom tractor para a mecanização agrícola custa cerca de 45 mil dólares.Do fundo nacional do Tesouro, a instituição recebe mensalmente entre cinco a oito milhões de kwanzas que, segundo o responsável, servem apenas para a compra de alimentos dos 200 alunos internos, roupas de cama dos 72 quartos existentes, combustíveis para o abastecimento de viaturas, gerador e manutenção do sistema de abastecimento de água, além de outros meios essenciais.
Desde 2008, ano da abertura do Instituto, foram registadas dificuldades de vária ordem, mas o director disse que apesar da situação os resultados alcançados são positivos, na medida em que, passados três anos lectivos, foram graduados  389 técnicos.

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