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Província do Cuanza Norte com falta de especialistas

O núcleo de oncologia da província do Cuanza Norte carece de, pelo menos, um médico oncologista para o diagnóstico e tratamento de pacientes com tumores malignos e benignos, informou, ontem, em Ndalatando, o responsável da instituição.

Francisco Cahango disse que a unidade sanitária se debate com a falta de laboratório, de estruturas condignas e de meios de transportes, sublinhado que a instituição pretende expandir os seus serviços às demais municipalidades do Cuanza Norte, uma pretensão que está a ser dificultada pela falta de médicos especialistas.

Instalações provisórias

O núcleo de oncologia do Cuanza Norte funciona actualmente com dois enfermeiros especializados e três técnicos de saúde, em instalações provisórias e dispõe apenas de condições para a realização de diagnósticos precoces do cancro, sendo os casos detectados transferidos para Luanda.
“Nós estamos limitados, não temos tecnologia apropriada, por isso, limitámo-nos apenas a fazer exames e rastreio destas patologias”, referiu.
A par das acções de prospecção, Francisco Cahango disse que a instituição está igualmente empenhada na sensibilização dos cidadãos, sobretudo mulheres, sobre a importância da adesão aos testes de detecção precoce de cancro e os métodos de prevenção da doença.

Casos suspeitos


Francisco Cahango informou que, de Janeiro a Julho deste ano,  foram diagnosticados 29 casos suspeitos de cancro, em 174 testes realizados pela unidade sanitária e encaminhados para o Instituto Nacional de Oncologia em Luanda, para o devido tratamento.
Indicou que, dos casos suspeitos diagnosticados, constam 20 com nódulo da mama, sete de cancro do colo uterino e dois de cancro da próstata.
“Portanto, começa a ser uma preocupação a julgar pelo aumento de casos que vão surgindo na unidade hospitalar”, disse.
O responsável do núcleo de oncologia na província disse que os pacientes, com idades compreendidas entre os 12 e os 45 anos, foram submetidos a testes de mamografia para a determinação do cancro da mama e rastreio ginecológico de citologia cervical, também denominado de teste de “Papanicolau”, para a detecção precoce do cancro  do colo do útero.
Francisco Cahango lamentou o facto de muitos pacientes apresentarem-se com cancro da mama e do colo do útero em estado avançado, por procurarem tardiamente os serviços médicos.

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